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OPERAÇÃO POSTAL OFF

Ex-candidato a vice na chapa de José Serra é preso por corrupção nos Correios

sexta-feira, 06/09/2019, 18:13 - Atualizado em 06/09/2019, 18:19 - Autor: Com informações Istoé


Levantamentos indicam um prejuízo ao erário de 3 milhões de reais
Levantamentos indicam um prejuízo ao erário de 3 milhões de reais | (Reprodução)

A Polícia Federal prendeu o ex-deputado federal e candidato ao governo do Rio em 2018, Índio da Costa, na manhã desta sexta-feira (6). A prisão foi no âmbito da ‘Operação Postal Off’ para desarticular uma organização criminosa que atuava nos Correios, praticando fraudes que estavam causando graves prejuízos à empresa.

Em 2010, Índio concorreu ao cargo de vice-presidente da República na chapa que tinha principal candidato, José Serra do PSDB e que perdeu para a candidata do PT, Dilma Rousseff.

Cerca de 110 policiais federais cumpriram 9 mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão no RJ; 2 mandados de prisão preventiva e 5 mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo (municípios de Tamboré, Cotia, Bauru e São Caetano); além de 1 mandado de prisão temporária e um mandado de busca em Minas Gerais (Belo Horizonte), todos expedidos pela 7ª Vara Federal de Florianópolis/SC.

Levantamentos indicam um prejuízo ao erário de 3 milhões de reais, apenas no que se refere às postagens ilícitas já identificadas, não computado o prejuízo diário que estava sendo causado pelo grupo investigado.

A investigação, foi iniciada em novembro de 2018 em Santa Catarina em razão do primeiro indício de crime encontrado, evidenciou forte atuação do grupo nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, o qual contava com a participação ativa de funcionários dos Correios, fazendo com que grandes cargas postais de seus clientes fossem distribuídas no fluxo postal sem faturamento ou com faturamento muito inferior ao devido.

Também foram apuradas solicitações e pagamentos de vantagens indevidas envolvendo empresários, funcionários públicos e agentes políticos, configurando indícios dos crimes de corrupção passiva e concussão.

Foram determinados bloqueios de contas bancárias e de bens móveis e imóveis, incluídos carros de luxo e duas embarcações, sendo uma delas um iate avaliado em 3 milhões de reais. Com as medidas espera-se que seja efetivado o bloqueio de R$ 40 milhões dos investigados.

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