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Ponte na Alça Viária deverá ganhar novo modelo. Veja!

domingo, 07/04/2019, 21:21 - Atualizado em 08/04/2019, 09:28 - Autor:


Com a queda de parte da terceira ponte da Alça Viária, na madrugada do último sábado (6), inúmeras dúvidas surgiram enquanto o início dos trabalhos para uma nova via de liagação de Belém e cidades do interior do Pará, e sobretudo, como o fluxo de pessoas e mercadorias seguirão suas rotinas a partir desta segunda-feira (8). 


Em uma coletiva de imprensa, realizada na noite deste domingo (7), na sede do Comando Geral do Corpo de Bombeiros, em Belém, o governador Helder Barbalho e representantes de alguns órgãos esclareceram pontos importantes e informaram as medidas já realizadas para minimizar os impactos causados pelo acidente.


IRREGULARIDADE


Na coletiva, o governador destacou que a colisão entre a balsa e a ponte aconteceu por volta de 1 hora da manhã, horário proibido para navegabilidade de qualquer tipo de embarcação. Helder garantiu que a Polícia Civil continua investigando o caso e que, se comprovar a culpa dos proprietários, eles vão responder civil e criminalmente.


OBRAS


Em um dos pontos discutidos, Helder citou obras emergenciais em portos de Belém e Barcarena, recuperação de estradas e a realização de um planejamento estratégico para a retomada do tráfego em sua totalidade na Alça Viária.


ESTADO DE EMERGÊNCIA


De acordo com o governador, muitos setores sentirão o impacto do acidente. Por isse motivo, ele resolveu decretar Estado de Emergência. 


"Estamos falando da principal via de interligação entre os municípios. Por isso, ontem (6) foi decretado Estado de Emergência, para que olhem, principlamente, para o impacto econômico que esta situação traz para o Estado", explicou, além de comentar sobre o prazo de licitação de 90 dias para que as obras possam começar.


"Precisamos estar com o projeto em mãos, a partir de amanhã estaremos conversando com todos os órgãos responsáveis para dar início ao processo de viabilização", afirmou o governador.



PERÍCIA


O governador esclareceu, ainda, que a perícia realizada no local do acidente foi concluída neste domingo (8) pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC) e que a empresa responsável para a retirada dos escombros já foi contratada. Ela deverá chegar ao Pará na próxima quarta-feira (10) para começar os trabalhos.


REFORÇO NO TRANSPORTE


Helder afirmou que já há o reforço fluvial em cidades atingidas, como Cametá e Moju, ambas no nordeste paraense, que já estarão, a partir de amanhã (8), com estruturas hidroviárias reforçadas e embarcações para estimular o uso do transporte ao invés de veículos.



VÍTIMAS


Helder garantiu que as equipes continuarão trabalhando intensamente em buscas de possíveis vítimas. O governador informou que a Capitania dos Portos e mergulhadores realizaram a varredura na área do acidente durante todo o domingo (7), mas nem os carros, nem as prováveis vítimas foram localizadas até o momento.


De acordo com o governador, o trabalho será retomado ao amanhecer desta segunda (8).


NOVA PONTE


O governador destacou que as equipes já estão na confecção do projeto básico da nova ponte e qual o modelo será adotado. "A princípio, nós não deveremos fazer a reconstrução da ponte no mesmo modelo da anterior. Nós temos tidos recorrência de sinistros por conta das especifidades daquele transporte. A ideia é que façamos o conceito de pontes estaiadas, que possam fazer uma única viga com dois vãos e não mais quatro como o projeto inicial".


 


Novo modelo de ponte proposto e apresentado pelo governo do Pará (Foto: reprodução)


PORTOS


Na ocasião, também foi falado sobre os encaminhamentos para as várias ações já determinadas para solucionar os problemas enfrentados pela queda da ponte, que devem custar cerca de R$ 100 milhõesEm relação as obras nos portos, é importante ressaltar que os serviços de melhoria nos pátios das empresas Bannach (ainda sem funcionar) e Henvil (24h) serão iniciados na segunda-feira (8).


Os portos em ficam no bairro do Guamá, na capital, e serão responsáveis pelo escoamento dos veículos e cargas por meio das balsas de operação do Arapari, assim como o Porto da Celte (24h).



Também estão sendo verificadas alternativas para desafogar esses portos e já foi aumentado o número de balsas. Além de construção de rampas, estaradas paralelas e pontes de madeira, para ameninzar o transtorno de quem precisa usar as vias. 



NOVA COLETIVA


Até a próxima terça-feira (9), o Governo do Estado garantiu que atualizará as informações sobre os desdobramentos do caso em uma nova coletiva.


(DOL)

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