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Saiba como proteger seus filhos dos perigos da internet e redes sociais

quinta-feira, 19/07/2018, 10:19 - Atualizado em 19/07/2018, 11:42 - Autor:


O contato das crianças com os aparelhos eletrônicos e com a internet tem sido cada vez mais precoce. O público infantil tem dominado o funcionamento das ferramentas com agilidade e facilidade de dar inveja a qualquer adulto.


Uma pesquisa promovida pelo HootSutie, em parceria com a We Are Social apontou que o brasileiro permanece em média 3 horas e 39 minutos todos os dias nestas plataformas, tornando o Brasil o segundo país do mundo que passa mais tempo navegando nas redes sociais. 


No entanto, esse acesso irrestrito traz à tona a questão da segurança e do controle de conteúdo apropriado. Diante do mundo digital, você sabe como proteger seus filhos enquanto utilizam a internet?


Para o diretor de vendas consumer da TIM Centro-Norte, Fábio Reis, o primeiro passo é orientar e educar as crianças sobre os perigos existentes no mundo virtual, visando evitar problemas em relação ao que é acessado nas plataformas.


“O diálogo entre pais e filhos é primordial. Incentivar que as crianças compartilhem suas experiências é importante para que elas saibam que se ocorrer qualquer problema, podem contar com o apoio dos pais”, ressalta.



Fábio Reis também destaca a importância dos pais acompanharem o que seus filhos estão assistindo ou jogando e conhecerem as tendências de aplicativos e redes sociais disponíveis no mercado e, dessa forma, indicar conteúdos apropriados para a idade de cada um


“Mais do que uma forma de monitorar o que está sendo acessado, essa é uma maneira de passarem mais tempo na companhia das crianças “, destaca.


O diretor também orienta aos pais, para que seus filhos acessem o celular, computador ou tablete de uma área comum da casa, como a sala, por exemplo, onde um adulto poderá monitorar e supervisionar.


Além disso, o especialista ressalta a importância de estabelecer limite de tempo para uso de aparelhos eletrônicos. “As crianças não podem viver imersas no mundo virtual. É preciso que elas brinquem e interajam com outras crianças”, recomenda.


Segundo ele, já há no mercado softwares que permitem que os pais monitorem o que os filhos acessam na internet. “Essa é mais uma forma de proteger as crianças. Por esses programas é possível bloquear o acesso a determinado conteúdo e visualizar o histórico de sites visitados”, explica.



Talvez seja difícil manter-se por dentro de todas as redes existentes, mas saber como elas funcionam podem ser úteis na hora de reconhecer e prevenir possíveis riscos.


O chefe do Laboratório de Pesquisa da ESET - empresa em detecção proativa de ameaças - América Latina, Camilo Gutierrez explica que dentro das funções básicas dos aplicativos como o Facebook, Twitter, Instagram e Snapachat - os mais escolhidos pelos jovens - é possível distinguir certas características que não são totalmente seguras. Veja:


Conteúdos impróprios e estranhos: Como em algumas plataformas as fotos e vídeos enviados ficam disponíveis para visualização por pouco tempo, fica difícil comprovar que tipo de conteúdo uma pessoa compartilhou com a outra. Isso pode encorajar pessoas desconhecidas e mal-intencionadas a enviarem conteúdos impróprios, confiando que aquilo será destruído em pouco tempo.


Interação: A vontade de ter cada vez mais “likes” e comentários em uma postagem pode gerar um uso excessivo. O ideal é conversar com seus filhos sobre a importância de limitar as horas de uso das redes e do uso consciente do que a tecnologia oferece.


Possibilidade de mostrar localização: Os usuários têm a possibilidade de ativar a localização em tempo real de suas postagens. O que os pais devem ter em mente é que sempre pode haver um contato entre os usuários da rede que não é quem diz ser. É importante, portanto, ter certeza de quem são os contatos que os menores têm na rede e verificar se eles realmente conhecem cada um deles e de onde. Além disso, é necessário orientar para que evitem usar a localização em tempo real em suas postagens.


Postagens indevidas: A maioria das redes sociais oferecem a possibilidade de bloquear os usuários com facilidade. Também é possível denunciar postagens específicas, de modo que, ao receber uma imagem ou vídeo de um estranho, é possível selecionar, numa lista de motivos, a que justifica a reclamação, incluindo assédio, conteúdo de nudez ou sexual, spam e outros.


Privacidade: Nas configurações, cada usuário tem o poder de decidir quem pode entrar em contato, ver suas postagens e até sua localização, entre outros. Embora os menores nem sempre se preocupem com isso, como pais e responsáveis é aconselhável ajudá-los a configurar seus perfis para garantir sua segurança.


"Dado que os mais jovens nem sempre estão atentos a privacidade de suas informações, sentar ao lado do menor e definir a privacidade de seus perfis é o primeiro passo para garantir sua segurança na rede", destaca Gutierrez, reforçando a necessidade de falar sobre os riscos e supervisionar o uso adequado da tecnologia.




PAIS QUE PROTEGEM!


Proteger a imagem dos filhos na internet está entre os cuidados que Natália Moraes tem com a filha Maria Elizabeth, de nove anos. A pequena começou a ter acesso as rede sociais no ano passado, sempre com a supervisão da mãe.


“Ela tem rede social depois de muito me pedir. O Instagram dela, por exemplo, é logado no meu celular 24 horas por dia e bloqueado para qualquer pessoa estranha. A TV do quarto dela é com acesso à internet porque ela adora assistir vídeos de youtubers, mas ela só pode pegar o celular e assistir TV depois que cumpre todas as obrigações dentro de casa e da escola”, explica a mãe.



Natália e a filha Maria Elizabeth, de 9 anos. (Foto: Arquivo pessoal)


Natália relembra que o celular foi dado a filha quando ela tinha cerca de seis anos, com a finalidade de facilitar a comunicação quando ela fosse para a casa do pai. “Logo que dei não conseguia ter o controle de horário e isso prejudicou muito o rendimento dela na escola”, conta.


Recentemente, Maria Elizabeth criou um canal no Youtube com a ajuda da mãe. “São vídeos totalmente infantis, onde ela mesmo grava no celular. Acredito que devo ter esse acompanhamento pela quantidade de maldade que há no mundo. Hoje é tudo muito fácil para eles. Basta um clique e eles acham tudo na internet. Acredito que proibir é pior, pois atiça a curiosidade deles”, ressalva.



Raphaella Bentes, mãe de três meninas - Maria Fernanda, 11 anos; Maria Clara, 7 anos e Maria Valentina, de 2 anos - usa alguns aplicativos para proteger e acompanhar mais de perto a vida das filhas.


“Apenas a mais velha tem celular e mesmo assim não tem acesso as redes sociais. Ela usa a minha conta no Youtube, por exemplo. E ela tem horário definido e o celular fica no meu quarto após às 21h. O celular dela é Android e instalamos nele um aplicativo chamado Cerberus, pois assim tenho acesso inclusive a câmera do aparelho dela. Tudo isso ela sabendo, conversamos com ela e explicamos como funcionava. Ela joga Free Fire apenas quando chega em casa e sempre estou por perto. Sei quem são as pessoas com quem ela joga e já alertei sobre jogar com estranhos”, explica a mãe.


Para Raphaella, a internet pode trazer inúmeros benefícios, desde que usada da forma correta. 


"É muito difícil hoje conseguirmos manter um filho longe da internet! Mesmo antes dela ter seu própio celular, ela ja usava o meu e tablet. O que sempre digo pra ela é que a internet pode ser usada até para estudar. Tem diversos apps de matemática, por exemplo, ou então, sempre que ela me pergunta algo, acesso com ela para pesquisar sobre o assunto", ressalta.



Raphaella ao lado das três filhas: Maria Fernanda, Maria Clara e Maria Valentina. (Foto: Arquivo pessoal)



Jogo online alerta sobre perigos no mundo virtual


Pensando na maneira como a internet vem sendo usada por crianças e adolescentes, o Ministério Público de Goiás lançou um jogo online que pretende conscientizar sobre os riscos existentes no mundo virtual.


O jogo online está disponível gratuitamente na internet. Com uma abordagem lúdica e interativa, cada jogador poderá escolher seu avatar e, a cada acesso, as informações do jogo ficam armazenadas.


O game conta a história de heróis que vivem no mundo real e são capturados e levados para o mundo virtual, precisando vencer desafios e passar de fases para voltar com segurança para casa.



Reportagem: Andressa Ferreira/DOL


Coordenação: Ronald Sales/ DOL


Multimídia: Gabriel Caldas/DOL

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