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População sofre para encontrar álcool em gel e máscaras de proteção

sábado, 21/03/2020, 08:15 - Atualizado em 21/03/2020, 08:15 - Autor: Tiago Furtado


Consumidores fizeram fila para comprar álcool em gel e máscara.
Consumidores fizeram fila para comprar álcool em gel e máscara. | Mauro Ângelo

A busca por máscaras cirúrgicas e álcool em gel não tem sido fácil com a pandemia do novo coronavírus. Em Belém, diversas redes de farmácias estão sem os produtos para venda e, onde existem tem poucos estoques, os itens são vendidos rapidamente e sem previsão de reposição. Em diversas farmácias, durante a manhã de ontem (20), foram localizadas poucas filas, que indicavam que os produtos não estavam mais à venda.

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A técnica em enfermagem Gilcekelly Siqueira procurou álcool em gel há pelo menos três dias e afirmou não ter encontrado o produto. “Eu já fui em farmácia, supermercado, em todos os lugares e sempre que chego não tem nada. Além disso, tem muito preço abusivo. Sem conseguir comprar, eu tenho lavado muito as mãos e usado lenço umedecido para pegar nos ônibus. Vale tudo para não pegar essa doença e não passar para os outros”.

Lucélia Negrão, de 39 anos, estava ao lado da mãe, Maria Lúcia, 79 anos, em busca dos produtos de higiene que podem prevenir contra o novo coronavírus. “Enquanto não consigo encontrar, fico de olho para que todos lavem as mãos em casa” ressaltou.

Já Maria Zulema, 61 anos, estava apenas começando a busca pelos produtos nas farmácias. “Eu ia ver agora o valor, mas já acabou tudo. Nem queria um frasco enorme de álcool em gel, até porque estou saindo pouco para a rua, mas é um produto importante que pretendo ter sempre por perto”, disse.

SOLIDARIEDADE

Por outro lado, a solidariedade surge como esperança em tempos de pandemia. Durante a operação na BR-316, Rubens Melo surgiu de bicicleta, com uma garrafa de álcool em gel pendurada no pescoço, oferecendo um pouco do produto para quem estava próximo. “Sempre onde vou levo meu álcool em gel e divido com quem posso. Fazendo o bem sem olhar a quem, pois a gente precisa se unir e dar as mãos”, ressaltou.

EM FALTA

O DIÁRIO também percorreu alguns estabelecimentos em diversos bairros de Belém e Ananindeua a procura do medicamento hidroxicloroquina. Em todas as farmácias a informação era a de que não tinha mais disponível no estoque. A hidroxicloroquina é indicada para o tratamento de pessoas que sofrem de artrite, lúpus, doenças fotossensíveis e malária, mas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o produto poderia ser usado contra a infecção pelo novo coronavírus, o que ocasionou a grande procura, desde então.

Numa drogaria localizada na Avenida Duque de Caxias, no bairro do Marco, um atendente chegou a justificar que a venda estava suspensa e que os pacientes só iriam encontrá-la nas farmácias dos hospitais onde fazem o tratamento respectivo. “Acabou tudo ontem (quinta, 19). Vieram em peso aqui. Já ouvimos dezenas de reclamações de quem veio procurar e não encontrou”, disse o rapaz. Em outro estabelecimento, o atendente também informou que o estoque foi zerado na quinta-feira. “Vendeu como álcool em gel”, comparou.

O médico infectologista Lourival Marsola também alertou para o perigo da automedicação. “Podem trazer reações adversas, que vão desde as mais leves as mais graves, como reações na medula óssea e no fígado”, frisou.

(Com informações do repórter Denilson D’Almeida)

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