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Notícias / Polícia

APÓS MORTE DE SARGENTO

Comando-geral da PM afirma que sociedade paraense não verá mais 'olho por olho e dente por dente'

segunda-feira, 06/01/2020, 21:20 - Atualizado em 06/01/2020, 21:20 - Autor: Ag. Pará


| Jader Paes/Ag. Pará

A Operação "Ocupação no Bairro" foi iniciada na tarde desta segunda-feira (06), reforçando o policiamento ordinário no 24º Batalhão da Polícia Militar, que abrange o bairro da Cabanagem, em Belém.

A operação chega às ruas um dia após os assassinatos, ocorridos no domingo (5), de um sargento da PM, do sogro dele e um vizinho, no bairro da Cabanagem.

Polícia diz que sargento morto na Cabanagem não informou se estaria sendo ameaçado

A esposa do policial foi atingida pelos disparos efetuados por dois homens, que estavam em uma motocicleta preta.

Mais de 100 agentes de segurança percorrem as vias do bairro, com o apoio da Cavalaria, Canil e grupamento de motocicletas.

De acordo com o coronel Dilson Júnior, comandante-geral da Polícia Militar, a operação "reforça as ações preventivas e dá melhores condições de investigação para que a polícia possa fazer seu trabalho em razão dessa morte do nosso policial, sargento Vilhena, ocorrida no bairro da Cabanagem". 

COLABORAÇÃO

A operação conta com o apoio do Comando de Missões Especiais, Polícia Rodoviária Estadual e Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran), que fiscaliza veículos, a fim de localizar envolvidos em crimes.

A Polícia Militar também reforçou a importância da colaboração da comunidade por meio do Disque Denúncia - 181. "O Governo do Pará vai dar uma resposta por meio do trabalho sério de investigação. Em 2019, cem por cento dos autores (de mortes de policiais) estão presos ou foram mortos em confronto. O nosso centro de inteligência está trabalhando com a Polícia Civil, e eu tenho certeza que, com a menor brevidade de tempo, vamos dar resposta e prender os algozes do sargento Vilhena, e assim garantir a segurança dos policiais militares", frisou o comandante-geral da PM.

Uma guarnição da Corregedoria da Polícia Militar acompanha a operação, garantindo a legalidade das ações. Há alguns anos, eram registradas cerca de 20 mortes após o assassinato de policiais. "A resposta é precisa, cirúrgica. Nada de olho por olho, dente por dente. Apesar da consternação da tropa, precisamos abstrair", ressaltou o coronel Dilson Júnior.

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