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INVESTIGAÇÕES

Polícia diz que sargento morto na Cabanagem não informou se estaria sendo ameaçado

segunda-feira, 06/01/2020, 19:24 - Atualizado em 06/01/2020, 19:23 - Autor: Ag. Pará


| Celso Rodrigues/Diário do Pará

A Polícia Civil do Pará por meio do delegado-geral e outros representantes da Segurança Pública do Estado esclareceram, nesta segunda-feira (6), em entrevista coletiva a jornalistas, realizada na Sede da Delegacia-Geral em Belém, as primeiras informações sobre a investigação de triplo homicídio ocorrido no bairro da Cabanagem, onde foram mortos o sargento da Policia Militar (PM) Rui Vilhena Gonçalves, o amigo e o sogro do policial.

Presidida pelo delegado-geral Alberto Teixeira, a coletiva foi realizada na sede da Delegacia-Geral, localizada na avenida Governador Magalhães Barata em Belém. O sargento era morador do bairro da Cabanagem.

Durante a entrevista, o delegado-geral Alberto Teixeira explicou, que o crime trata-se de uma execução, embora ainda não saibam o alvo, pois o caso ainda está em processo de investigação.  Segundo o delegado-geral, no domingo por volta das 16 horas, dois elementos em uma motocicleta de cor preta, chegaram no estabelecimento onde encontravam-se três pessoas, sendo eles o Sargento da Polícia Militar, a esposa dele, o sogro e o amigo do sargento. “Na ocasião a dupla desceu da moto efetuando vários disparos de arma de fogo contra as vítimas, atingindo as quatro pessoas que ali estavam, três pessoas foram atingidas fatalmente, sendo eles: O sargento da PM, o amigo e o sogro do sargento, que não resistindo aos ferimentos morreram”,enfatizou o delegado-geral.

Segundo o delegado-geral, no momento em que aconteceu o crime,a Polícia Militar se fez presente no local, tomando o controle da situação, e em ato continuo a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Investigação de Homicídio de Agente Público, além do Núcleo de Inteligência Policial (NIP), estiveram no local, visando realizar os primeiros levantamentos do caso e subsidiar as investigações do crime.

“A Polícia Civil irar agir de forma incisiva contra os autores do crime, pois as investigações estão adiantadas. Tanto na Polícia Civil como na Polícia Militar, não existe nenhum caso, que ficasse empunhe o crime relacionado contra policial militar e agentes públicos. Portanto a tropa da Policia Militar tem consciência que é uma questão de tempo para que a Policia Civil venha prender aqueles que efetivamente praticaram o crime”,  finaliza Alberto Teixeira.

O comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Dilson Júnior, ressalta que todos os policiais, que por ventura, sejam ameaçados, devem procurar o Centro de Inteligência da PM, onde é realizado uma análise psicossocial, e os casos em que as ameaças se comprovam o policial recebe um aluguel social, para que ele possa se deslocar do local onde ele está sendo ameaçado. “Até o dia do crime e antes dele, o sargento não procurou a Polícia Militar para fazer qualquer tipo de registro, e nem foi obtido informação de que estaria sendo ameaçado”, salienta.

Em relação aos reforços de segurança no bairro, o comandante-geral da PM explica: “Desde o momento do crime as guarnições da Policia Militar e da Polícia Civil, estão ,intensificando as ações no bairro da Cabanagem, ainda hoje, pelo final da tarde, será iniciado uma operação denominada “Ocupação do Bairro”, por meio do programa Território pela Paz (TerPaz), onde o território da Cabanagem está inserido, e o objetivo é está intensificando as operações neste bairro, para elucidação deste crime”, enfatizou.

O Delegado Fernando Bezerra, da Secretaria de Inteligência e Análise Criminal (SIAC/Segup), acrescenta: “O bairro da Cabanagem faz parte do programa de Governo “Território pela Paz” (TerPaz), por tanto o bairro da cabanagem assim como outros, vem sendo monitorado pela Secretaria de Inteligência e Análise Criminal (SIAC/Segup). Já temos obtido uma redução significativa de homicídio e outros crimes no bairro da Cabanagem, além dos sete bairros que compõem o programa “TerPaz”.

Para o delegado Fernando, Infelizmente aconteceu este crime que chocou  a população local e a sociedade de Belém, como um todo,  porem está sendo realizado uma força tarefa, tanto por parte da Polícia Militar quanto da Polícia Civil, isso desde o momento do crime, na busca da captura dos culpados, por meio das investigações que estão sendo realizadas pela Polícia Civil. “Só no ano passado tivemos 29 mortes de agentes públicos, onde todos os casos foram resolvidos pela Polícia Civil. Nos últimos quatro anos vem ocorrendo gradativamente uma grande redução em morte de agentes públicos do estado, sendo elucidado cada caso, dando assim uma resposta a sociedade, trazendo, assim, a paz social”, explicou.

Participaram da coletiva os representantes da segurança pública do Estado: Delegado Geral da Polícia Civil, Alberto Teixeira; o Comandante da Polícia Militar, Dilson Júnior, e o Delegado Fernando Bezerra, da Secretaria de Inteligência e Análise Criminal (SIAC/Segup).

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