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GASTRONOMIA

405 anos: em todos os cantos, Belém se destaca como a cidade de todos os sabores

Uma das grandes marcas da capital paraense é a culinária. Desde os tradicionais lanches de rua aos pratos típicos, as delícias locais encantam facilmente quem vem de fora e a cada dia conquistam os belenenses

terça-feira, 12/01/2021, 08:06 - Atualizado em 12/01/2021, 08:16 - Autor: Michelle Daniel


Comer é um dos maiores prazeres da vida e em Belém tem comida para todas as ocasiões. Só de olhar já dá água na boca, não é mesmo?
Comer é um dos maiores prazeres da vida e em Belém tem comida para todas as ocasiões. Só de olhar já dá água na boca, não é mesmo? | Antônio Melo

A culinária paraense e a variedade de lanches estão presentes em diversas esquinas de Belém, e alguns desses estabelecimentos são tradicionais, ultrapassam gerações. Desde o famoso tacacá até uma extensa lista de tipos de sanduíches, os belenenses não têm dificuldades quando o assunto é comer fora de casa. As vendas, além de gerar emprego, também se tornaram a cara da cidade.

Há 23 anos, a Oficina do Lanche, localizada na praça Amazonas, bairro do Jurunas, é uma das mais conhecidas vendas de lanches de Belém, principalmente pela variedade de molhos e um cardápio com mais de 150 opções de hambúrguer. Telma Miranda é a atual proprietária do negócio idealizado pelo marido, falecido há quatro anos. Ela conta que o ponto é sempre movimentado, de domingo a domingo. “A Oficina hoje é como se fosse um patrimônio de Belém. Essa praça sem a Oficina é triste. Tenho certeza que desempenho um importante trabalho, até porque gera 13 empregos com carteira assinada, foram os freelancers que vêm aos finais de semana.”

Segundo ela, entre os lanches mais vendidos estão o leitão e o cachorro quente. Já quanto às maioneses, calabresa apimentada, ervas, jambu, alho e bacon, são as mais pedidas. Telma conta ainda que shoyu, alho e maioneses são caseiras, preparadas em uma cozinha industrial própria onde recebem alguns ingredientes a mais, os segredos da casa que dão toque especial no que é produzido no lugar. E para se manter nesse ramo é preciso empenho e nunca perder o foco, que é o cliente. “Meu slogan é o respeito ao cliente. Nós oferecemos qualidade nos lanches e tentamos oferecer um bom atendimento”, completa.

 

Nas esquinas de Belém sempre encontramos um lugar para se deliciar com o tacacá.
Nas esquinas de Belém sempre encontramos um lugar para se deliciar com o tacacá.
 

Desde que voltou a morar em Belém, em 2016, o advogado Hugo Miranda, 36, costuma lanchar na Oficina. Ele, que se diz conhecedor de fast food, garante que não existe sanduíche melhor. “É um lanche muito saboroso, assim como os sucos e a variedade de maionese, tudo isso faz a gente vir aqui. O meu lanche preferido é o cachorrão, que vem carne moída e repolho, acompanhado do suco de bacuri”, revela..

ENCANTO

A bancária Quênia Vasconcelos, 36, também foi conquistada pelo lugar. “O sabor é bem diferente. O tempero é bem característico daqui. A gente não encontra em outro lugar essa mistura e os ingredientes. A carne também tem um sabor incomparável”, diz.

Nesse ramo de lanches de rua na cidade, o Bosque Lanches, na travessa Lomas Valentinas, com a avenida Almirante Barroso, existe há 57 anos. O negócio passou por gerações em família e continua conquistando o público. “Venho aqui desde que eu era adolescente. Saía das festas e parava aqui para comer antes de ir para casa. Gosto dos lanches, a gente vê como é preparado e é bem localizado, fica aberto até tarde. Um dos meus lugares favoritos”, conta Mário dos Santos, 48, comerciante.

Quando o assunto é comida típica, o que não faltam em Belém são as famosas barracas com vendas de tacacá, vatapá, maniçoba, bolo de macaxeira e outros cardápios típicos da região. Durante o dia, no centro comercial, por exemplo, elas imperam nas calçadas das ruas estreitas, mas também são encontradas em outros pontos da cidade à noite, como na avenida Nazaré, ao lado do colégio que recebe o nome da rua.

Ali, o Tacacá da Dona Maria faz sucesso há 48 anos. Desde a morte da dona da venda há quatro anos, o filho dela, Max Pompeu, administra o ponto que recebe uma clientela fiel e diversos turistas. “Tenho uma clientela de gerações, que estudaram no colégio. Vem muita gente de fora também. Nosso tacacá conquista as pessoas. O grande detalhe é que as pessoas gostam, conhecem a qualidade e vira um hábito, uma tradição”, garante.

O mineiro Henrique Fonseca, 38, veterinário, provou na noite de ontem o tacacá pela primeira vez. Ele, que está em Belém a trabalho e passeio, deu nota dez. “Muito bom e muito diferente. Nunca tinha tomado algo parecido. Gostei mais do caldo [tucupi]. Um sabor que não tem igual. Senti o ‘queimadinho’, dormência na boca. Sensacional”, opina.

Henrique foi a convite do amigo, Saulo Feliciano, 35, empresário, também mineiro, mas que mora em Belém e é um apreciador da culinária paraense. “Tomo tacacá desde a época da mãe dele [Max], minha mãe me ensinou a vir aqui. Frequento desde os 15 anos. O gosto é diferente, eles quebram um pouco a acidez do tucupi. Sou mineiro, mas amo as comidas daqui. Para quem gosta, não tem dia nem horário para tomar tacacá. Eu adoro”, afirma.

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