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Jogamos Sombras da Guerra e é (quase) perfeito voltar à Terra-Média

terça-feira, 20/06/2017, 14:14 - Atualizado em 20/06/2017, 14:14 - Autor:


Terra-Média: Sombras da Guerra foi anunciado de surpresa. Eu estava de plantão por aqui e postei correndo! A audiência do site explodiu, mostrando que o jogo é tão popular quanto a gente já sabia, e eu saí para separar o dinheiro porque iria comprar no lançamento (não fiz isso, na verdade, mas poderia ter feito).

Então, quando marcamos de jogar a demonstração na E3, não segurei o hype.

O estande da Warner Bros Games foi um dos mais legais do evento, com o dragão gigantesco pronto para ser montado, rendendo ótimas lembranças! Na área de imprensa, não foi diferente: ambiente decorado, iluminação bacana e vale o elogio aqui: a equipe que jogou comigo foi incrível, se esforçando para mostrar tudo o que jogo tinha a oferecer e tornou a experiência muito positiva.

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Olha o Jovem Nerd conquistando Mordor!

Mas, voltando um pouco: Sombras de Mordor, o primeiro jogo, foi um dos poucos que fiz questão de platinar — não queria sair daquele universo. Era relativamente simples, objetivo, combos incríveis e tarefas bacanas. Os Orcs tinham diálogos “reais” (uma fuga bem humorada de todo o sangue e do clima tenso de Mordor). A trilha sonora só complementava o espetáculo.

A demonstração de Sombras da Guerra tinha tudo isso, o que foi ótimo, e mais um pouco: e é onde o problema começa — pelo menos para mim.

Fui colocado naquele cenário já conhecido e maravilhoso, dessa vez sob o olhar de Sauron! A missão era tomar o controle de um forte com meu próprio exército de Orcs. A demonstração já coloca o jogador com habilidades avançadas e muitas armas desbloqueadas: para chegar nesse nível, você teria que ter trocado pontos acumulados em muitas batalhas e, provavelmente, dezenas de horas de jogo.

De todo modo, só de abrir o inventário, me senti cansado. Além disso, o planejamento para controlar o forte ia muito além de analisar a fraqueza dos adversários e planejar a melhor forma de atacar. Você tinha que avaliar e ativar cada atributo, por exemplo: uma habilidade específica, o “atributo-mãe”, tem ainda mais três “atributos-filho” para você escolher. E, além de escolher tudo isso para você mesmo, pode modificar também os seus Orcs… Os seus muitos Orcs!

Passo a passo

Havia também uma sequência para entrar e conquistar o forte: tinha que seguir do ponto “A” para o “B”, então para o “C”, ir salvando aliados… Parecia que todos os seus passos já estavam pensados por você. Você poderia quebrar essa regra, ir direto para o “C”, por exemplo, mas só chegaria ao líder após dominar todos os pontos pré-determinados, sabe? E matar/dominar todos os capitães.

O jogo ganhou esse lado de estratégia que pode ser muito bem-vindo para alguns jogadores, mas não foi o meu caso. Talvez, também por ter sido jogado ali, sem o aprendizado contínuo de jogar toooodo o game até chegar àquele ponto, eu tenha estranhado a experiência.

E não é “preguiça” de explorar o jogo ou de “pensar”, como pode ser interpretado o que falei acima (tentei me antecipar ao leitor mais raivoso!). Tentar ampliar a experiência não é necessariamente uma aposta ruim, é que parece que a tentativa está tão ampla que pode sair pela culatra. Achei interessante, por exemplo, a opção de infiltrar Orcs no exército inimigos para acioná-los no momento de aperto — mas não pude realmente experimentar isso com o tempo que tive de gameplay.

O jogo está melhor, mais inteligente nas lutas, mas eu acredito que aquele inventário gigante e as centenas de possibilidades serão subutilizadas, de forma geral.

Fora isso, essa expansão imensa que eu considero de “excesso de opções”, Terra-Média: Sombras da Guerra tem tudo que Sombras de Mordor tem de melhor, além de uma inteligência artificial mais inteligente e que se adapta rapidamente para bloquear ataques repetidos — o que te forçar a ser um jogador melhor, não se acomodar!

O jogo chega no dia 10 de outubro de 2017 para Xbox One/Scorpio, Playstation 4/Pro, Steam e Windows Store. Dessa vez, de verdade, já separei o dinheiro!

Fonte: Jovem Nerd

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