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Professor que usou charge de Bolsonaro e Trump é afastado de escola

domingo, 24/03/2019, 08:52 - Atualizado em 24/03/2019, 09:30 - Autor:


Uma charge que ironiza a relação de Jair Bolsonaro com o presidente americano, Donald Trump, tem dado o que falar. Um professor que usou a imagem durante uma aula no colégio Liceu de Humanidades de Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro, acabou sendo afastado pela instituição. 


O docente Marcos Antônio Tavares da Silva, que atua há 15 anos como professor, usou a charge durante uma aula de português de uma turma do 3º ano do ensino médio. A polêmica figura mostra os dois presidentes em uma cama. O objetivo da atividade passada por Marcos era fazer com que os alunos identificassem elementos como humor e a ironia. Além disso, o professor pediu para que os estudantes comentassem o conteúdo. 



"Sempre usei charges para trabalhar em sala de aula. Neste caso, de forma contextualizada na ironia, no humor, que é típico desse tipo de texto. Expliquei como detectar esses aspectos e disse que não deixa de ser um texto argumentativo. Temas como a relação de Bolsonaro com Trump, a Venezuela, estão em voga, então pedi que alunos fizessem uma análise da charge. Não há doutrinação nenhuma, eu dei liberdade para que se posicionassem livremente sobre o conteúdo", explicou o professor. 


O afastamento do docente foi informado através de uma ligação telefônica. A diretora da escola entrou em contato com Marcos e informou que o mesmo havia sido afastado a pedido do governador Wilson Witzel. O professor ainda chegou a procurar a Coordenadoria Regional de Educação, onde recebeu a notícia de que tinha sido afastado por "ordens superiores" para "acalmar os ânimos".



A Secretaria de Estado de Educação confirmou a suspensão do professor, mas não informado o motivo oficial para o afastamento. O órgão ainda afirmou que abriu uma sindicância para apurar o caso. 


Além da suspensão, o professor conta que tem sofrido diversas ameaças e tem sido alvo de comentários ofensivos nas redes sociais. "Recebi diversas ameaças, pessoas dizendo que "tem que matar esse viado comunista". No final da noite, uma amiga me ligou dizendo que um grupo de policiais estava me caçando pela cidade. Eu preciso de proteção, minha integridade física está em jogo. Isso não só é perseguição, como também é censura. Não tem cabimento ser afastado por conta de uma charge que é um instrumento que existe desde a ditadura", alertou o docente.


(Com informações do Notícias ao Minuto)

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