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Confusão em sessão de '50 Tons de Liberdade' termina com soco e com 'batalha' de pipoca

quarta-feira, 21/02/2018, 09:05 - Atualizado em 21/02/2018, 12:38 - Autor:


Uma sala de cinema de Vitória, capital do Espírito Santo, transformou-se em um ringue de luta durante a exibição do filme "Cinquenta Tons de Liberdade", na noite desta segunda-feira (19). A briga, que começou por cadeiras que estavam reservadas, acabou se transformando em show de horrores: pipoca e copos de refrigerante foram utilizados como "armas".


A confusão começou quando Vinicius Oliveira, um engenheiro civil de 21 anos, chegou atrasado à sala da Rede Cinemark, que estava lotada, acompanhado da mulher e da mãe. Ao se dirigir à fileira onde estavam reservados os seus assentos, encontrou pessoas já sentadas. Duas senhoras aceitaram mudar de lugar, mas I.P. (que pediu para não ter o nome divulgado) rejeitou trocar de poltrona.


"Sentaram no meu lugar, mas não questionei. Acabei sentando em cadeira que estava vazia, do lado da minha amiga. Ele (Vinicius) chegou na maior ignorância falando que as cadeiras eram dele. A mulher dele mesmo disse que tinha outros lugares para eles sentarem, mas ele queria sentar lá: 'Não, vou sentar aqui'. Eu disse que não ia sair e ele mandou a mulher dele chamar o cara da bilheteria", contou a jovem de 27 anos ao portal UOL.


Segundo ela, Oliveira sentou-se ao seu lado, na cadeira que ficou vaga, e ficou assistindo ao filme enquanto o lanterninha não chegava. "Quando o rapaz da bilheteria chegou, ele levantou e jogou pipoca em cima de mim. Nisso começamos a ter a agressão verbal. Quando eu levantei para sentar no lugar da minha amiga, que ia mudar para a fileira de frente, ele jogou o copo de refrigerante na minha cara. Eu peguei o pacote de pipoca e joguei nele. Nisso a mãe dele puxou meu cabelo e ele deu um soco na minha cara. Eu fui para cima da mãe e da mulher dele e saímos as três rolando nas escadas", continuou I.P., que acusa o engenheiro de agressão e diz estar com canela, joelho, cotovelo e com um olho roxo.



Ele nega o soco. Diz que chegou atrasado e que solicitou "gentilmente" sentar nos lugares. "Ela e a amiga dela não quiseram levantar e vieram falar que eu tinha chegado atrasado e começaram a fazer um escândalo. Quando o lanterninha chegou, eu levantei para ir para as escadas e joguei a pipoca em cima dela, com raiva. Ela continuou me xingando e eu fiquei nas escadas, junto com minha mulher e minha mãe. Quando o lanterninha chegou, elas jogaram pipoca em mim. Aí essa menina foi dar um soco na minha esposa, que estava na escada, e elas saíram rolando até embaixo", relata Vinicius Oliveira.


Sessão paralisada


A briga chamou a atenção de quem estava na sala e paralisou o filme, que era exibido em um shopping da cidade. "No começo era só um barulhinho de conversa, e o pessoal começou a pedir silêncio. Deu uns minutos, começou a voar pipoca, sair gente rolando pela escadaria do cinema. Brigando mesmo, rolando agarrado. Foi bem feio", conta a jornalista Aline Souza, de 24 anos. Ela estava no cinema com amigos e testemunhou a confusão.


A briga mobilizou toda a sala da Rede Cinemark. A sessão estava lotada, e os clientes pararam para assistir à confusão ao invés do filme. "Todo mundo levantou e começou a gritar", continuou Aline, relatando que os seguranças foram acionados e levaram os brigões, que acabaram na delegacia.


Oliveira disse desconhecer que tenha sido registrado um Boletim de Ocorrência - segundo ele, os policiais afirmaram que uma possível reclamação daria em nada. A mulher envolvida no caso, porém, afirma ter feito inclusive exame de corpo delito. Ela vai acionar o Cinemark para pedir acesso às câmeras de segurança.


O filme foi reiniciado e os clientes que optaram por deixar a sessão receberam cortesia para voltar em outra data. A obra voltou ao começo, para que pudesse ser assistido sem interrupções.


(Com informações do portal UOL)

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