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Curiosidades

O Sol morrerá e destruirá a Terra. Não há nada que possamos fazer, diz estudo

sábado, 22/12/2018, 09:33 - Atualizado em 22/12/2018, 09:34 - Autor:


Astrônomos observaram uma gigante vermelha semelhante ao nosso Sol, localizada a 530 anos-luz da Terra, na constelação Grus, “borbulhando” em agonia.


Surpreendentemente, a estrela em questão é 530 vezes maior e 1.000 vezes mais brilhante que o Sol. Logo, os astrônomos assumiram que nossa estrela provavelmente experimentará um destino semelhante, em cerca de cinco bilhões de anos, de acordo com informações do Daily Mail. 


Esta é a primeira vez que os astrônomos observaram diretamente os padrões de granulação na superfície de uma estrela fora do Sistema Solar. Eles o fizeram com ajuda do Very Large Telescope da ESO.


 O gigante vermelho, conhecido como Pi1 Gruis, é coberto por “células” convectivas que compõem sua superfície, que tem 350 vezes o diâmetro do Sol. Cada uma destas “células” cobre mais de um quarto do diâmetro da estrela, que mede cerca de 120 milhões de quilômetros de diâmetro. Em comparação, a fotosfera do nosso Sol contém cerca de dois milhões de células convectivas, com diâmetros típicos de 1.500 quilômetros.


Quando Pi1 Gruis ficou sem hidrogênio para queimar, o que ocorreu há muito tempo, finalizou a primeira etapa do seu programa de fusão nuclear. Assim, quando finalmente ficou sem energia, aqueceu até um ponto de 100 milhões de graus. Essa temperatura extrema alimentou a fase seguinte da estrela, que começou a fundir o hélio em átomos mais pesados, como carbono e oxigênio. Então, seu núcleo intensamente quente expulsou as camadas externas, fazendo com que a estrela diminuísse mais de um centímetro do que o tamanho original.


Logo, o que vemos hoje é uma gigante vermelha variável e, até o momento, nenhuma do tipo havia sido analisada em detalhes. 


Enquanto as estrelas maiores do que oito massas solares terminam suas vidas em supernovas, estrelas menos maciças como esta expulsam gradualmente suas camadas externas, resultando em nebulosas planetárias.


Os resultados da observação, que deixaram os astrônomos perplexos, serão publicados na revista Nature.



(Com informações de Merelyn Cerqueira do Jornal Ciência)


 



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