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ESTUDO CIENTÍFICO

Computador pode identificar se alguém é homossexual só por foto do rosto

sexta-feira, 05/07/2019, 10:16 - Atualizado em 05/07/2019, 12:04 - Autor: Redação


| Divulgação

Um computador é capaz de inferir a orientação sexual de uma pessoa com base em uma fotografia do rosto, afirma um estudo publicado pelo Journal of Personality and Social Psychology, e assinado por Michal Kosinski e Yilun Wang, da universidade Stanford, nos Estados Unidos.

Um pouco mais de 130 mil fotos distintas, de homens e mulheres, entre 18 e 40 anos, foram utilizadas para treinar o algoritmo de aprendizado do computador. Cada imagem estava marcada com a orientação da pessoa, hétero ou homossexual.

Analisado as características de cada rosto, e definido padrões em comum para um grupo e para o outro, os cientistas usaram redes neurais profundas para então analisar 35 mil imagens. O computador foi capaz de atribuir a orientação sexual correta para 81% dos homens e 74% das mulheres. Ao receber cinco fotografias de cada rosto, a precisão aumentou para 91% nos homens e 83% nas mulheres.

Esses números de identificação são superiores aos de humanos, que na mesma experiência acertaram 61% dos homens e 54% das mulheres. O classificador utilizou características faciais fixas (por exemplo, nariz) e transientes (como higienização e hidratação do rosto).

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"Dado que empresas e governos estão usando cada vez mais algoritmos de visão computacional para detectar traços íntimos das pessoas, nossas descobertas expõem uma ameaça à privacidade e à segurança de homens e mulheres gays", alertam os cientistas.

No estudo, os cientistas afirmam ter levado em consideração a teoria hormonal da orientação sexual, uma linha de estudo da biologia que afirma que a homossexualidade está ligada a uma mudança na composição hormonal da pessoa.

Desde que o estudo foi anunciado, no ano passado, a abordagem tem sido criticada por alguns especialistas em inteligência artificial. Para eles, qualquer medida de precisão que nossa espécie possa alcançar é atribuída à sorte e à intuição e, portanto, não pode ser quantificada. Sendo assim, o algoritmo projetado imita o viés humano que prevê padrões, mas não prediz a homossexualidade.

(Com informações UOL)

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