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'GÊMEO PARASITA'

Adolescente descobre que massa em abdome era irmão gêmeo que não evoluiu na gestação

quarta-feira, 11/09/2019, 11:04 - Atualizado em 11/09/2019, 11:04 - Autor: Com informações do portal Mega Curioso


Adolescente descobriu que massa crescendo em abdome era restos de um irmão gêmeo que, durante a gestação, não evoluiu.
Adolescente descobriu que massa crescendo em abdome era restos de um irmão gêmeo que, durante a gestação, não evoluiu. | Science Alert/Kumar et al. BM/Reprodução

Uma adolescente de 17 anos descobriu que uma massa que estava crescendo em seu abdome nos últimos cinco anos era seu "gêmeo parasita”. As informações são do portal Mega Curioso.

A raríssima condição se chama foetus in foetu (ou FIF) e ocorre em 1 a cada 500 mil nascimentos.

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A massa de 25 x 23 x 19 centímetros composta por ossos, cartilagem, gordura e dentes, foi descoberta após a menina ser submetida a vários exames. Além de dores na hora de se alimentar, ela também sentia dores ocasionais. 

Na garota indiana, no entanto, seu gêmeo ocupava um espaço que se estendia desde o epigástrio, que corresponde à parte superior do abdome, até o alto da pelve, causando o deslocamento e a compressão de vísceras.

Os exames apontaram a presença de ossos semelhantes a vertebras e costelas, reforçando o diagnóstico de que o volume era composto pelo que restou de seu gêmeo.

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Os médicos ainda identificaram estruturas que pareciam membros superiores e inferiores, assim como tecido epitelial, intestinal e neural – e até um material contendo cabelos.

A retirada do gêmeo parasita foi feita através de cirurgia. Quase toda a massa foi removida, porém, algumas partes tiveram que ser deixadas por causa de aderências próximo de vasos sanguíneos e do trato intestinal.

A jovem precisará retornar para a realização de exames periódicos para monitorar os tecidos de seu gêmeo que não puderam ser tirados.

Gêmeo parasita

De acordo com Michelle Starr, do site Science Alert, na verdade existe um tipo de tumor chamado teratoma que se caracteriza pela formação de massas.

No entanto, no caso da adolescente indiana, os médicos descobriram que o que ela tinha no abdome eram, na verdade, os remanescentes de um irmão gêmeo que, durante a gestação, não evoluiu e acabou sendo absorvido pelo corpo da garota quando os dois fetos ainda se encontravam no útero da mãe.



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