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Grandes Brasileiros: Chevrolet S10

segunda-feira, 21/08/2017, 21:00 - Atualizado em 21/08/2017, 21:00 - Autor:


A S10 brasileira tinha faróis e grade diferentes dos da americana

A S10 brasileira tinha faróis e grade diferentes dos da americana (François Calil/Quatro Rodas)

Nunca a Chevrolet atualizou e ampliou tanto sua linha no Brasil como nos anos 90. Foi justamente nessa década que ela inaugurou um segmento inédito: em 1995 surgiu a S10, primeira picape média nacional, resposta às que chegavam pelas mãos de importadores independentes.

Curiosamente, nos Estados Unidos ela era considerada compacta. Natural para um mercado que não tinha pesos-pena como VW Saveiro, Ford Pampa ou Fiat Fiorino Pick Up.

A americana havia sido redesenhada em 1994, 12 anos após a primeira geração. A nacional ganhou uma frente própria – mais inclinada, com grade trapezoidal e sem as barras cromadas. No início, foi lançada apenas a cabine simples.

Seu quatro-cilindros era um 2.2 de 106 cv e 19,2 mkgf, derivado do Omega – foi a primeira picape nacional com injeção eletrônica, ainda single-point.

A cabine simples transportava até 750 kg de carga

A cabine simples transportava até 750 kg de carga (François Calil/Quatro Rodas)

Em março de 1995, QUATRO RODAS registrou que ele privilegiava o torque e indicava como pontos altos direção hidráulica, freios e suspensão, em especial na cidade. Meses depois surgiram a turbodiesel (2.5 de 95 cv) e a Blazer, precursora dos SUVs médios atuais.

Foi um sucesso na época. Até então, quem queria uma picape optava por dois extremos. De um lado as enormes Ford F-1000 ou Chevrolet D20, desconfortáveis pela suspensão voltada ao trabalho pesado e impraticáveis para as vagas da cidade. Do outro, as pequenas Saveiro ou Pampa, que não impunham respeito no trânsito e tinham pouco espaço interno.

A concorrência logo foi atrás – a Ford lançaria a Ranger no ano seguinte, ainda como importada.

Painel era considerado completo para um utilitário

Painel era considerado completo para um utilitário (François Calil/Quatro Rodas)

Em 1996, foi apresentada no Salão do Automóvel a cabine estendida, com 37,2 cm a mais no interior. A tiracolo veio o vigor do motor Vortec V6 4.3 de 180 cv e 34,7 mkgf. No teste de outubro de 1996, ela surpreendeu pelo nível de ruído, o segundo melhor no nosso ranking – nem parecia o de uma picape.

Num teste com a S10 2.2 em dezembro de 1996, a Ranger importada se saiu melhor no desempenho – também, eram 60 cv a mais. “A S10 só ganha da Ranger em um tipo de terreno: estradas de terra.”

A apresentação da cabine dupla em julho de 1997 resumiu a picape mais espaçosa do país: “Embora seja possível acomodar seis pessoas em seu interior, o conforto, nela, é restrito. Principalmente para um dos três ocupantes do banco da frente”.

A S10 Deluxe 1997 das fotos pertence ao empresário goiano Anderson Xavier Gomes, que a herdou do pai. Com mais de 130.000 km, ainda agrada pelo conforto, porte e pela segurança e por ser completa. “A injeção multipoint faz falta, mas seu diferencial dá conta de cargas mais pesadas”, diz.

Os bancos eram individuais nas versões de luxo, mas inteiriço nas básicas

Os bancos eram individuais nas versões de luxo, mas inteiriço nas básicas (François Calil/Quatro Rodas)

Os anos passaram, a concorrência trouxe novos modelos, mas ela continuava líder. Em 1998 veio a 4×4 e, dois anos depois, um novo turbodiesel 2.8 de 132 cv.

Para 2002, a remodelação dividiu opiniões. A frente tinha vincos retilíneos, grade maior e para-lamas quase planos, contrastando com as linhas suaves do restante da carroceria.

Cinco anos depois chegou a 2.4 flex de 147 cv e, na linha 2009, ela ganharia visual mais carregado, com uma enorme entrada de ar falsa no capô. Em 2012 finalmente veio uma nova geração, retocada por um facelift no início de 2016.


Ficha técnica – Chevrolet S10 De Luxe 2.2 1997

Motor: dianteiro, longitudinal, 4 cilindros em linha, 2.198 cm³, injeção eletrônica singlepoint, a gasolina
Diâmetro x curso: 86 x 94,6 mm
Taxa de compressão: 9,2:1
Potência: 106 cv a 4.800 rpm
Torque: 19,2 mkgf a 3.400 rpm
Câmbio: manual de 5 marchas, tração traseira
Dimensões: comprimento, 485 cm; largura, 170 cm; altura, 170 cm; entre-eixos, 276 cm; peso, 1.560 kg
Suspensão: Dianteira: independente, braços inferiores e superiores articulados. Traseira: eixo rígido, feixe de molas semi-elípticas
Freios: disco ventilado na dianteira, tambor com ABS na traseira
Pneus: 225/75 R15


Teste QUATRO RODAS – dezembro de 1996

Aceleração 0 a 100 km/h: 15,48 s
Velocidade máxima: 157,4 km/h
Frenagem 80 km/h a 0: 30,0 m
Consumo: 7,93 km/l (cidade) e 9,6 km/l / 9,02 km/l (estrada, a 100 km/h, vazio/ carregado)
Preço (novembro de 1996): R$ 22.930
Preço (atualizado IGP-M/FGV): R$ 110.160


Arquivado em:Notícias Tagged: Clássicos, grandes brasileiros, picapes médias

Fonte: Quatro Rodas Abril

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