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Teste: Mini Cooper Countryman, o conciliador de interesses

sexta-feira, 18/08/2017, 15:50 - Atualizado em 18/08/2017, 15:50 - Autor:


Faróis na grade dão charme extra à dianteira

Faróis na grade dão charme extra à dianteira (Marcos Camargo/Quatro Rodas)

Chega uma fase da vida em que a gente é levado a trocar de carro. Não dá para sair da maternidade de cupê esportivo, hatch duas portas ou com um compacto da moda cujo único atrativo é o design.

O Mini Countryman serve de alento para quem está em situação parecida. Ele é o maior modelo da linha e chegou ao Brasil renovado. As diferenças visuais em relação ao anterior são sutis, mas a reformulação chegou até onde os olhos não veem.

Em primeiro lugar, a plataforma é nova: chama-se UKL e serve a toda a linha de compactos do Grupo BMW, incluindo o Série 1. Outra novidade é o motor 1.5 da versão básica Cooper (R$ 144.950) das fotos.

Há ainda Cooper S (R$ 164.950, com bancos de couro e teto solar) e Cooper S ALL4 (R$ 189.950, com som Harman/ Kardon, tela de 8,8 pol., roda aro 19, suspensão adaptativa).

Motor 1.5 turbo gera 136 cv e 22,4 mkgf

Motor 1.5 turbo gera 136 cv e 22,4 mkgf (Marcos Camargo/Quatro Rodas)

Com apenas 136 cv, não espere desempenho empolgante desse Mini avantajado. Ele tem visual cativante e oferta generosa de equipamentos, mas não a agilidade do Mini Cooper. Mas nem por isso apresenta comportamento letárgico. Na pista, foi de 0 a 100 km/h em 10,1 s.

Nas retomadas, bons números graças ao câmbio automático de seis marchas e aos 22,4 mkgf de torque a partir dos 1.400 rpm. Para o motorista de perfil esportivo, há a possibilidade de trocar as marchas no modo sequencial, e a suspensão oferece nível de rigidez semelhante ao do Mini de raiz.

Dá para perceber a mesma tendência nos bancos, cuja espuma de alta densidade também lembra mais um esportivo do que uma minivan americana.

Bancos têm aparência esportiva e ajustes elétricos

Bancos têm aparência esportiva e ajustes elétricos (Marcos Camargo/Quatro Rodas)

A direção elétrica oferece respostas diretas, ágil em manobras, e precisa quando se acelera com mais vigor. Mas vale lembrar: as qualidades do volante esperto não se estendem à resposta do acelerador.

Em frenagens, o Countryman voltou da pista com números notáveis, sobretudo no teste de 60 km/h à parada total: precisou de 16,6 m. O Jaguar F-Type concluiu o mesmo teste em 16,2 m.

Barras transversais são acessórios

Barras transversais no teto são acessórios (Marcos Camargo/Quatro Rodas)

O espaço para quem vai atrás é suficiente para comportar dois adultos altos (1,80 m) sem aperto, mérito da carroceria com jeitão de SUV, que também proporciona boa visibilidade externa para o condutor, beneficiado pela posição de dirigir elevada.

No porta-malas, o bagageiro passou a comportar 450 litros, ante 350 da geração anterior. Um dos truques está na ausência do estepe, substituído por um kit de emergência.

No porta-malas, uso de kit de reparo no lugar do estepe favorece o aproveitamento do espaço

No porta-malas, uso de kit de reparo no lugar do estepe favorece o aproveitamento do espaço (Marcos Camargo/Quatro Rodas)

Por dentro, uma novidade é a central multimídia com tela touch de 6,5 pol., no centro do painel. Na geração anterior, um display menor era ladeado por um velocímetro gigantesco. Agora foi transferido para o lugar correto – atrás do volante.

A Mini também aproveitou para corrigir um problema de estilo: a moldura da antiga tela se fundia com os difusores de ar redondos, formando a silhueta do Mickey Mouse. Com as saídas verticais do modelo 2017, essa semelhança foi eliminada.

Elementos circulares conferem unidade visual ao interior

Elementos circulares conferem unidade visual ao interior (Marcos Camargo/Quatro Rodas)

No lado externo, os faróis redesenhados ganharam um contorno de led, bem como projetores full led adaptativos. Os faróis de longo alcance na frente da grade do radiador dão um charme adicional e contemplam a função de lampejador. Nas laterais, há um jogo de faróis de milha.

Entre os opcionais, estão a câmera de ré, Park Assistant com sensor deestacionamento e forração de couro nos bancos. Mas são dispensáveis. Ou seja, dá para comprar o Countryman ideal por menos de R$ 150.000.

Veredicto

O Countryman é a combinação entre um Mini e um SUV. Deu certo: tem direção prazerosa (como um Mini tradicional), design cativante e generosa lista de equipamentos.

Teste (com gasolina)

Aceleração de 0 a 100 km/h: 10,1 s
Aceleração de 0 a 1.000 m: 31,6 s – 164,6 km/h
Retomada de 40 a 80 km/h: 4,5 s (em D)
Retomada de 60 a 100 km/h: 5,6 s (em D)
Retomada de 80 a 120 km/h: 7,3 s (em D)
Frenagens de 60/80/120 km/h a 0: 16,6/28,8/66 m
Consumo urbano: 11,3 km/l
Consumo rodoviário: 13,8 km/l

Ficha técnica – Mini Cooper Countryman

Preço: R$ 144.950
Motor: gas., diant., transv., 3 cil., 12V, turbo, 136 cv entre 4.400 e 6.000 rpm, 22,4 mkgf entre 1.400 e 4.300 rpm
Câmbio: automático, 6 marchas, tração dianteira
Suspensão: duplo A (dianteira) / multilink (traseira)
Freios: discos ventilados (dianteira) e sólido (traseira)
Direção: elétrica
Rodas e pneus: 225/55 R17
Dimensões: comprimento, 429,9 cm; altura, 155,7 cm; largura, 182,2 cm; entre-eixos, 267 cm; peso, 1.390 kg; tanque, 61 l
Equipamentos de série: faróis full led adaptativos, bancos elétricos, ar-condicionado de duas zonas, sensor de estacionamento, rodas de liga aro 17


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Fonte: Quatro Rodas Abril

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