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Novo VW Tiguan terá motor 2.0 de 190 cv e câmbio de oito marchas

segunda-feira, 10/07/2017, 12:25 - Atualizado em 10/07/2017, 12:25 - Autor:


VW Tiguan que será vendido nas Américas tem entreeixos mais longo e inédita opção de sete lugares (Divulgação/Volkswagen)

O lançamento da nova geração do Volkswagen Tiguan no Brasil está previsto para o final deste ano. Será um pouco diferente da primeira geração, importada da Alemanha desde 2009, e que segue à venda apenas com motor 1.4 TSI de 150 cv.

Com a renovação, o Tiguan será importado do México. O Brasil receberá carros em configuração parecida com os que serão destinados aos Estados Unidos. Além de entreeixos 10,6 cm maior que o da versão europeia (são 2,79 m contra 2,68 m) e de uma fileira de bancos opcional (totalizando sete lugares), ele receberá a terceira geração do motor 2.0 TSI – a mesma que equipa o novo Audi A4

Chamado de “Geração 3B” este 2.0 é o mais evoluído dos motores da família EA888, estreada pelo Passat CC em 2009. Além de turbocompressor e injeção direta, funciona no ciclo Budack – ou ciclo B –, uma variação do ciclo Miller, com tempos de compressão menores e os de expansão, maiores. 

Este 2.0 TSI da família EA888 é praticamente o mesmo que equipa o novo Audi A8 (Divulgação/Quatro Rodas)

Para compensar possível perda de rendimento, a taxa de compressão foi aumentada de 9,6:1 para 11,7:1 –é taxa de motor aspirado em um motor turbo, que geralmente trabalha com taxas mais baixas.

A chave para o ciclo B está no duplo comando de válvulas variávelDependendo da carga do motor, é possível alternar o quanto as válvulas de admissão se abrem: na marcha lenta e sob carga parcial, as válvulas abrem-se menos; quando o motor é mais exigido, as válvulas abrem-se normalmente e ele entrega tudo de si.

O resultado é uma combustão mais longa e eficiente, bem como admissão de ar mais rápida, o que melhora a mistura do combustível e do ar. A Volkswagen diz que assim se obtém o melhor equilíbrio entre potência e eficiência.

Na prática, o consumo tende a melhorar, mas a potência diminuiu um pouco e o torque aumentou bastante – e é o que realmente faz a diferença no dia a dia. Agora entrega 186 cv a 4.400 rpm, contra os 200 cv a 5.100 rpm do antigo 2.0 TSI. O torque, por sua vez, passou dos 28,5 mkgf a 1.800 rpm para 30,5 mkgf entre 1.600 e 3.940 rpm – ou seja: potência e o torque máximos surgem mais cedo. 

A Volkswagen diz que este novo 2.0 TSI será a única opção de motorização disponível nos Estados Unidos, sempre combinado ao câmbio automático de oito marchas. Nada impede, porém, que ele ganhe no futuro opção de motor 1.4 TSI aqui no Brasil – até porque já exportamos este motor, fabricado em São Carlos (SP) para os Jetta, Golf e Golf Variant fabricados no México.


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Fonte: Quatro Rodas Abril

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