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Fiat Mobi Drive GSR: menos com menos é mais

quinta-feira, 25/05/2017, 20:25 - Atualizado em 25/05/2017, 20:25 - Autor:


Automatizado, Mobi faz até 18,6 km/l

Automatizado, Mobi faz até 18,6 km/l (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Na matemática, quando dois valores negativos se encontram em uma multiplicação, o resultado é invariavelmente positivo. É nessa regra que a Fiat parece ter se inspirado para lançar o Mobi Drive GSR: por R$ 44.780, ele é o automatizado (ou automático, por que não?) mais barato e econômico à venda no país.

O principal elemento da equação do Mobi GSR está na transmissão, robotizada de cinco marchas com acionamento por botões e opção de troca por aletas instaladas atrás do volante, assim como no irmão Uno. Mas não estranhe o nome diferente.

Apesar das notáveis e elogiáveis evoluções do câmbio, ele é o já conhecido Dualogic de atuadores hidráulicos presente nos demais modelos da marca. Nas versões equipadas com a nova família de motores Firefly, no entanto, passa a ser chamado de GSR (de Gear Smart Ride).

O câmbio GSR é acionado por botões

O câmbio GSR é acionado por botões (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Aliada unicamente ao 1.0 Firefly de três cilindros, 77/72 cv e 10,9/10,4 mkgf com etanol/gasolina, a transmissão mantém os inconvenientes trancos nas passagens de marchas, mas com (muito) mais suavidade em relação às gerações anteriores do Dualogic.

Já a necessária prática de kick down (quando se pressiona rapidamente o pedal do acelerador até o fim) para a redução de marchas em ultrapassagens é feita de forma rápida e eficiente.

Explicamos a necessidade: por prezar a economia de combustível, as relações de marchas são curtas e o conjunto trabalha sempre em baixas rotações. É daí que vêm as médias de 14,9 km/l em ciclo urbano e 18,6 km/l no rodoviário com gasolina.

Motor 1.0 Firefly rende 77 cv e 10,9 mkgf

Motor 1.0 Firefly rende 77 cv e 10,9 mkgf com etanol (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Se o bolso é poupado, a paciência é colocada à prova. Apesar da eficaz motorização, o câmbio automatizado ainda sofre pelo funcionamento mais lento em relação a um automático convencional, o que prejudica o desempenho do modelo em acelerações.

Entretanto, se a sua intenção é apenas aposentar a perna esquerda, as borboleta para trocas de marchas estão atrás do volante e fazem do hatch um carro mais ágil e amigável.

Tela TFT no painel veio do Uno

Tela TFT no painel veio do Uno (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Para ir de 0 a 100 km/h, o Mobi GSR levou longos 18,2 segundos, mesmo no modo Sport, que eleva as rotações e torna as respostas mais rápidas. Como comparação, a versão manual fez o mesmo percurso em 15,7. O Up! I-Motion, seu principal concorrente, fez em 17,2 segundos, porém com médias de 12,7 e 15 km/l em ciclos urbano e rodoviário.

Entre os equipamentos, por se tratar de uma configuração topo de linha, o compacto fica devendo. Ar-condicionado, vidros elétricos (nas portas dianteiras), direção elétrica com função City (que deixa a direção mais leve para manobras), compu­tador de bordo com tela TFT e volante com regulagem de altura são de série.

Sistema de som e volante multifuncional são opcionais

Sistema de som e volante multifuncional são opcionais (Christian Castanho/Quatro Rodas)

No entanto, retrovisores elétricos com repetidor de seta, faróis de neblina, rodas de liga leve, sensores de estacionamento traseiros e chave canivete fazem parte de um pacote opcional que custa R$ 3.770.

O rádio com tela monocromática e o volante multifuncional que você vê nas imagens também são vendidos à parte por R$ 1.370. Já o sistema Live On sai por R$ 1.530, mesmo utilizando o smart­phone do motorista como central multimídia – na ausência do celular, ele reproduz apenas rádios AM e FM. Como a unidade das fotos, o Mobi sai por R$ 51.230 (a pintura perolizada acrescenta R$ 1.310).

Rodas de liga leve não são de série

Rodas de liga leve não são de série (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Se a conta fecha para o Mobi Drive? Sim. Desde que você não se importe com a falta de espaço, nenhum outro entrega a praticidade do câmbio automático e a economia de um três cilindros por menos de R$ 50.000. Porém, prepare o bolso para alguns opcionais e um pouco de paciência para o funcionamento do câmbio.

Veredicto

Por praticidade e economia, o Mobi Drive GSR é uma boa escolha. Porém, considere na equação a falta de espaço e equipamentos de conforto do compacto.

Teste de pista (com gasolina)

  • Aceleração de 0 a 100 km/h:  18,2 s
  • Aceleração de 0 a 1.000 m: 38,7 s – 136,4 km/h
  • Velocidade máxima: 161 km/h
  • Retomada de 40 a 80 km/h (em D): 7,8 s
  • Retomada de 60 a 100 km/h (em D): 10,6 s
  • Retomada de 80 a 120 km/h (em D): 15,2 s
  • Frenagens de 60 / 80 / 120 km/h a 0: 17,6 / 30,2 / 68,5 m
  • Consumo urbano: 14,9 km/l
  • Consumo rodoviário: 18,6 km/l

Ficha técnica – Fiat Mobi Drive GSR

  • Preço: R$ 44.780
  • Motor: flex, diant., transv., 12V, 3 cil., 999 cm3; 77/72 cv a 6.250/6.000 rpm, 10,9/10,4 mkgf a 3.250 rpm
  • Câmbio: automatizado, 5 marchas, tração dianteira
  • Suspensão: McPherson (diant.) e eixo de torção (tras.)
  • Freios: discos (diant.) e tambor (tras.)
  • Direção: elétrica
  • Rodas e pneus: liga leve, 175/65 R14
  • Dimensões: comp., 356,6 cm; altura, 150,2 cm; largura, 163,6 cm; entre-eixos, 230,5 cm; peso, 965 kg; porta-malas, 215 l, tanque, 47 l
  • Equipamentos de série: ar-condicionado, tela TFT e direção elétrica com função City

Arquivado em:Testes Tagged: automatizados, subcompactos, teste

Fonte: Quatro Rodas Abril

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