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Como seriam os nomes dos carros traduzidos para o português

quarta-feira, 26/04/2017, 20:50 - Atualizado em 26/04/2017, 20:50 - Autor:


O sexagenário Defender é um dos maiores ícones da história da Land Rover – em português, torna-se Land Rover Defensor (divulgação/Land Rover)

Escolher o nome de um carro é uma das etapas mais importantes (e mais complicadas) no desenvolvimento de um novo produto. Qualquer deslize é um grande lançamento vira alvo de piadas. Em alguns casos, a certidão de nascimento transforma a novidade em um “mico” no mercado de usados.

Antes de bater o martelo, as montadoras fazem testes de sonoridade no idioma de origem do veículo e também nos demais países em que pretendem comercializar o produto. Mas mesmo assim há deslizes, como Chana e Citroen Picasso – o nome de grife do pintor não livrou o carro das anedotas.

Alguns nomes ficam incríveis em sua língua materna, mas poderiam soar terrivelmente mal em português. Separamos alguns exemplos para a primeira parte desta lista. Ainda vem mais por aí.

Alfa Romeo Julinha (Giulietta)

O nome Giulietta é utilizado pela Alfa Romeo desde os anos 50 (divulgação/Alfa Romeo)

O italiano é um dos idiomas mais musicais do mundo. Só que alguns belos nomes podem ficar esquisitos para batizar um automóvel. Considerando que o sufixo “etta” é comumente utilizado em grau diminutivo, a Alfa Romeo Giulietta viraria “Juliazinha” ou ainda “Julinha” se traduzido para a língua de Portugal.

Land Rover Descoberta (Land Rover Discovery)

Discovery está em sua quinta geração (divulgação/Land Rover)

A tradução literal de Land Rover seria “Viajante da Terra”, mas talvez “desbravador” seja mais adequado para batizar a marca de 1948. Se os nomes dos modelos são pomposos em inglês, a mesma coisa não acontece em português. Veja só: Descoberta (Discovery), Defensor (Defender) e Libertador de Terras (Freelander).

Dodge Desafiador Gato do Inferno (Dodge Challenger Hellcat)

Dodge Challenger Hellcat

O Dodge Hellcat foi lançado em 2016 – era uma série especial (divulgação)

Um dos muscle cars mais poderosos dos últimos tempos faz uma clara referência ao diabo em seu nome. Mas o batismo fica bem melhor em sua língua natal do que em português. Ou você compraria um carro chamado “Desafiador Gato do Inferno”?

Ford Acompanhante (Ford Escort)

A vigia é de vidro e tem desembaçador elétrico

Cobiçado pelos brasileiros, o Escort XR3 já é um clássico (Marcelo Spatafora/Quatro Rodas)

Sonho de uma geração inteira de motoristas, o Escort XR3 tem um nome que, em português, não apenas soa mal como tem um significado indesejado. Ao pé da letra, seria algo como Ford Acompanhante ou Ford Escolta.

Chrysler Cidade & Campo (Chrysler Town & Country)

Nome pouco usual já era empregado pela Chrysler na década de 40

Minivan foi substituída pela Chrysler Pacifica em 2016 (divulgação/Chrysler)

Espaçosa para levar passageiros ou bagagens, a Town & Country foi produzida de 1989 a 2016. Muito antes disso, porém, o curioso nome (cuja tradução literal seria “Cidade & Campo”) foi utilizado em uma variada linha que incluía versões sedã, perua, cupê e conversível. Se a ideia era ressaltar a versatilidade dos veículos tanto no perímetro urbano quanto fora dele, parece que deu certo: os modelos Town & Country fizeram muito sucesso entre as famílias norte-americanas.

VW Coelho (Rabbit) e VW Raposa (Fox)

Nosso Voyage virou Fox nos Estados Unidos (divulgação/Volkswagen)

Batizar carros com nomes de animais era uma prática comum da Volkswagen na América do Norte. Lançada na Europa em 1974, a primeira geração do Golf foi vendida nos Estados Unidos com o inofensivo nome Rabbit, ou Coelho. Em 1987, a marca fez aproximadamente 2 mil modificações no projeto original do nosso Voyage antes de exportá-lo para os EUA.

Até o nome mudou: Fox, ou raposa, em bom português. O nome seria aproveitado mais de 15 anos depois pela própria VW para batizar o compacto Fox – neste caso, vale também menção honrosa para a SpaceFox – ou a perua Raposa Espaçosa, para os íntimos.

Plymouth Papa-Léguas (Plymouth Road Runner)

Até a buzina do Road Runner imitava o som do Papa-Léguas… (divulgação/Dodge)

Americanos são especialistas em dar nomes legais aos seus carros. Um dos casos mais emblemáticos é o do Plymouth Road Runner. Inspirado justamente no personagem homônimo dos desenhos animados, o muscle car lançado em 1968 tinha carroceria cupê e um motor V8 de 335 cv.

O boato é que a Plymouth pagou US$ 50 mil pelos direitos de uso do nome e da imagem do carismático Papa-Léguas. Até uma buzina personalizada (que teria custado US$ 10 mil para ser desenvolvida) foi criada apenas para equipar o Road Runner.

VW Para Cima! (VW Up!)

Faróis de neblina são do tipo "cornering light", ajudando a iluminar em curvas

O nome é curto e fácil de lembrar, mas fica bem estranho em português (divulgação/Volkswagen)

Especialistas em marketing gostam de batizar um produto com nomes curtos e fáceis de memorizar. Pensando assim, escolher uma palavra como “Up” foi uma tacada de mestre da Volkswagen. Mas só funciona em inglês: para o português, a tradução é “para cima”. Fica bem estranho, especialmente acompanhado de um ponto de exclamação…

Nissan Chutes (Kicks)

Personalidade marcante: tampa multifacetada

Kicks: nome foi escolhido para homenagear o Brasil (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Foi no Salão do Automóvel de São Paulo de 2014 que a Nissan revelou ao mundo o conceito de um novo SUV compacto. Desenvolvido em conjunto com o centro de design da marca no Rio de Janeiro, o veículo traz uma homenagem ao Brasil em seu nome: a escolha de “Kicks” fazia alusão ao movimento mais comum no futebol, o esporte mais praticado em nosso país.

Felizmente optaram pela língua inglesa, até porque Nissan Chutes não seria um nome tão interessante assim para um carro.


Arquivado em:Notícias Tagged: Curiosidades

Fonte: Quatro Rodas Abril

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