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Os testes mais marcantes do Longa Duração na década de 1980

quarta-feira, 22/03/2017, 20:25 - Atualizado em 22/03/2017, 20:25 - Autor:


(arquivo/Quatro Rodas)

Criada há 45 anos, a seção Longa Duração é uma iniciativa até hoje exclusiva na imprensa automotiva mundial: no teste, QUATRO RODAS compra os carros sem se identificar, usando-os no dia-a-dia e desmontando-os após 60 mil quilômetros.

Desde então, exatos 148 já passaram pela avaliação – além dos quatro (Mobi, Kicks, Cruze e A3) que integram a frota atual. A seguir, vamos relembrar alguns dos momentos marcantes dessa longa história.

Clique nas datas para acessar as matérias na íntegra em nosso Acervo Digital. Só não se esqueça de desabilitar o bloqueador de pop-ups de seu navegador para que a tela do Acervo apareça em uma nova janela.

Fiat 147 – outubro de 1981

(arquivo/Quatro Rodas)

Embora a Variant tenha sido o primeiro veículo a passar por este tipo de teste, em 1975, coube ao Fiat 147 movido a álcool a primazia de ser o pioneiro no desmonte, após completar 30.000 km. Os resultados, como era costume na época, foram repletos de problemas: falhas no motor, engates imprecisos e muita corrosão.

VW Passat a álcool – janeiro de 1982

(arquivo/Quatro Rodas)

O serviço da rede autorizada chegou a ser elogiado – raridade na história do Longa Duração. Mas mesmo com o uso do aditivo recomendado, a mecânica do Passat conseguiu sofrer ainda mais com a corrosão do que o Fiat 147.

Ford Belina a álcool – fevereiro de 1982

(arquivo/Quatro Rodas)

Um mês depois, foi a vez da Belina a álcol passar pelo nosso crivo. Dessa vez, sobraram elogios: a mecânica foi aprovada no desmonte, com poucos pontos de corrosão, o interior não deu sinais de infiltração e o acabamento, ponto forte dos Ford na época, foi considerado bom e silencioso.

Ford Del Rey – novembro de 1982

(arquivo/Quatro Rodas)

Depois de uma maratona de modelos a àlcool, o Del Rey tornou-se o primeiro carro a gasolina a ser desmontado. Como era esperado, ele sofreu menos com a corrosão. As críticas ficaram para os engates do câmbio, que se tornaram imprecisos e duros no final do teste, e para o acúmulo de lama no batente da porta do motorista, que sempre acabava sujando o condutor.

Chevrolet Chevette – abril de 1983

(arquivo/Quatro Rodas)

De volta ao àlcool, e de volta aos problemas de corrosão. Além disso, o Chevette sofreu com problemas de carburação e grande dificuldade para ligar em dias frios. Numa das revisões, as velas foram montadas fora das especificações.

Fiat Uno – março de 1986

(arquivo/Quatro Rodas)

O desmonte do Uno foi o primeiro a trazer uma análise detalhada de cada peça (e não apenas o motor), fornecendo um diagnóstico mais detalhado para os leitores. Outra mudança: 50.000 km, ao invés de 30.000 km. E o compacto terminou o teste em boas condições, com elogios para sua estabilidade e conceitos modernos de aproveitamento de espaço.

Volkswagen Gol – abril de 1986

(arquivo/Quatro Rodas)

O Gol já era um sucesso de vendas após a troca do motor de Fusca por um refrigerado a àgua. E fez valer a fama: nenhum defeito grave foi detectado após 50 mil quilômetros rodados – mas o atendimento da rede autorizada deixou a desejar.

Volkswagen Santana – maio de 1986

(arquivo/Quatro Rodas)

Aprovado na aparência e na mecânica, o sedã lançado em 1984 deslizou ao mostrar falhas de acabamento inaceitáveis em um carro de luxo, como vedação deficiente para poeira e água e defeitos em várias pequenas peças.

Ford Escort XR3 – outubro de 1986

(arquivo/Quatro Rodas)

A versão XR3 do Escort mostrou uma resistência maior que a esperada. Com exceção do escapamento, que simplesmente caiu na rua, nenhum problema mecânico foi detectado. O acabamento e a vedação também foram aprovados. Críticas fortes, porém, para a motorização insuficiente para um esportivo.

Fiat Prêmio – fevereiro de 1987

(arquivo/Quatro Rodas)

Tudo parecia normal nos 50.000 km rodados com o sedã da Fiat: elogios ao motor, espaço interno e estabilidade, mas críticas ao câmbio, de engates difícieis. No desmonte, a surpresa: a descoberta de uma rachadura no monobloco, próximo à coluna da suspensão.

Ford Belina 4×4 – março de 1987

(arquivo/Quatro Rodas)

Havia uma grande expectativa pela Belina 4×4, uma perua que parecia projetada sob medida para as condições brasileiras. Entre os 10.000 km e os 22.000 km, porém, a tão propalada tração integral deu problema quase todas as vezes em que foi acionada. O jeito foi continuar até o fim utilizando apenas a tração dianteira.

Volkswagen Quantum – julho de 1987

(arquivo/Quatro Rodas)

O conforto de uma perua automática cativou a equipe de QUATRO RODAS durante os 50.000 km. Mas o acabamento se mostrou frágil para as condições brasileiras, e com um sério problema de falta de peças de reposição na rede autorizada.

Chevrolet Monza – dezembro de 1987

(arquivo/Quatro Rodas)

O Monza com motor 2.0 fez jus ao sucesso no mercado: sem nenhum problema sério, foi aprovado com louvor, recheado de elogios ao desempenho, estabilidade, conforto e acabamento. Na última revisão, porém, uma polêmica desnecessária: a concessionária retificou o motor – que ainda estava em bom estado.

Volkswagen Parati – maio de 1988

(arquivo/Quatro Rodas)

Boa de dirigir, a Parati recebeu elogios pela mecânica robusta e eficiente. Mas uma série de pequenos e irritantes problemas de acabamento testaram a paciência da equipe, além da vedação deficiente (uma constante na época, como você já deve ter percebido).

Fiat Uno 1.5 R – julho de 1988

(arquivo/Quatro Rodas)

A versão esportiva do Uno divertiu bastante a equipe, com bom desempenho e ótima estabilidade. O câmbio, porém, não aguentou os 50.000 km e quebrou. E o check-control no painel insistiu em indicar problemas que não existiam.

Chevrolet Chevette – setembro de 1989

(arquivo/Quatro Rodas)

Contradizendo a reputação de robustez, nosso Chevette teve a corrente dentada quebrada duas vezes. No desmonte, outras revelações preocupantes: a junta do cabeçote estava queimada, a embreagem estava no limite e o câmbio também tinha muito desgaste.

Chevrolet Opala – dezembro de 1989

(arquivo/Quatro Rodas)

No finalzinho da década de 80, o Opala já era o carro nacional mais antigo em produção no país. E foi só no crespúsculo de sua vida que ele acabou passando pelo teste de Longa Duração. Os resultados foram apenas medianos, com diversos problemas de acabamento e desgaste irregular na mecânica 2.5 da versão Comodoro.


Arquivado em:Testes Tagged: Clássicos, Longa Duração

Fonte: Quatro Rodas Abril

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