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Cuide dos pneus antes de viajar no feriado

segunda-feira, 18/04/2016, 15:37 - Atualizado em 18/04/2016, 17:23 - Autor:


Quinta-feira é dia 21 de abril, feriado por ser Dia de Tiradentes. E muita gente vai aproveitar para enforcar a sexta-feira e aproveitar esses 4 dias.


E para evitar aborrecimentos em sua viagem, é sempre bom deixar a manutenção do carro em dia, antes de colocar a família a bordo e pôr o pé na estrada. Mas a revisão do carro deve incluir alguns cuidados com os pneus. No caso deles, a revisão não deve ficar restrita àquela calibragem feita nos postos, enquanto o tanque de combustível é reabastecido.


A resolução 558/80 do Conselho Nacional de Trânsito – Contran estabelece que trafegar com pneus carecas é infração grave, com punição de 5 pontos na carteira de habilitação e multa. Além disso, o que pouca gente se dá conta é que um acidente causado por um pneu careca ou descalibrado, além do prejuízo material, ferimentos ou até mesmo vítimas fatais, pode acarretar na suspensão da cobertura por parte das companhias seguradoras.


Para evitar esses e outros aborrecimentos, despesas e riscos desnecessários, a Bridgestone revela os maiores pecados contra os pneus e o que fazer para evitá-los:


 


Pressão incorreta


Rodar com o pneu abaixo da pressão indicada aumenta a área de contato com o piso, gerando um desgaste mais acelerado nas extremidades do pneu, tornando a direção do veículo mais pesada e podendo gerar uma eventual desagregação da rodagem, devido ao excesso de calor gerado. Além disso, exige mais esforço do motor, fazendo com que o veículo consuma mais combustível. Por outro lado, o excesso de pressão pode causar desgaste mais acentuado no centro da rodagem, perda de estabilidade em curvas, rachaduras na base dos sulcos, maior propensão a estouros por impacto e maior facilidade de penetração de objetos.


Outro ponto importante é não se esquecer de checar as condições do estepe e colocar até 5 libras a mais do que o normal, já que o pneu reserva nem sempre é calibrado com a mesma frequência dos pneus em uso.


 


Desgaste excessivo


No caso de chuva, a pouca ou nenhuma profundidade dos sulcos compromete o escoamento da água que fica entre o pneu e o piso, o que aumenta o risco de aquaplanagem e a perda da direção. A profundidade mínima dos sulcos do pneu – indicada por ressaltos da borracha vistos dentro dos sulcos – é de 1,6 milímetro de profundidade. Abaixo dessa medida, em qualquer parte dos sulcos, o pneu já passa a ser considerado careca e passível de autuação pelas autoridades de trânsito.


 


Riscar o pneu


Para tentar prolongar a vida útil do pneu, alguns motoristas adotam o recurso de fresar a banda de rodagem quando esta chega ou ultrapassa o limite de segurança. Conhecida como "riscar os pneus", a prática é totalmente condenada e consiste no redesenho da banda de rodagem feito por borracheiros irresponsáveis, usando uma lâmina quente. Ao ter retirada parte da borracha que compõe sua estrutura, deixando por vezes a lona aparente, o pneu perde sua resistência, podendo provocar seu estouro em pleno movimento.


 


Consertos inadequados


Na maioria das vezes, ao consertar um pneu furado, os borracheiros usam o chamado "macarrão", um filete de borracha introduzido por meio de uma agulha na perfuração que se quer eliminar, dispensando a desmontagem da roda. Porém, esse recurso deve ser utilizado provisoriamente e substituído pelo manchão assim que possível, pois por tempo prolongado ocorre o vazamento da pressão. Em relação aos danos nas laterais, o mais indicado é que se substitua o componente, já que não é permitido o reparo nas laterais de pneus de passeio.


 


Não fazer a manutenção da suspensão


De nada adianta colocar pneus novinhos se a suspensão e outras partes do veículo não estejam em bom estado. Uma suspensão mal calibrada e com peças desgastadas provoca o desalinhamento de direção, deixando o veículo instável e inseguro. Um dos sinais de que o alinhamento não está correto e que partes da suspensão podem estar gastas ou danificadas é o desgaste irregular ou prematuro dos pneus.


 


Não efetuar o rodízio


O rodízio de pneus equaliza o desgaste e garante uma vida longa e uniforme. Deve ser realizado segundo o manual do veículo ou a cada 8 mil quilômetros para pneus radiais e 5 mil km para pneus diagonais.


 


Não alinhar e balancear as rodas


Desvios provocam desgastes prematuros de pneus e desalinhamento de direção, deixando o veículo instável e inseguro. Deve-se alinhar o veículo quando sofrer impactos na suspensão, na troca de pneus ou quando apresentarem desgastes irregulares, quando forem trocados componentes da suspensão, quando o veículo estiver puxando para um lado ou a cada 10 mil quilômetros. O desbalanceamento das rodas, além de desconforto ao dirigir, causa perda de tração, de estabilidade, desgastes acentuados em componentes mecânicos e no próprio pneu. Deve-se balanceá-las sempre que surgirem vibrações, na troca ou conserto do pneu ou a cada 10 mil km.

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