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Quando é hora de se livrar do carro?

segunda-feira, 28/03/2016, 07:51 - Atualizado em 28/03/2016, 08:16 - Autor:


Todo proprietário de veículo já passou pelo dilema de saber qual é a melhor hora para se desfazer dele. Seja para comprar outro ou não.


Na dúvida, observe os sinais que o veículo te dá. O principal deles é quando as visitas à oficina mecânica começam a ficar mais frequentes. Mas esse não o único alerta:


Manutenção x valor do carro


Quando os seus gastos anuais com as manutenções do seu veículo ultrapassarem 10% do valor de venda dele é um sinal que você deve pensar em vendê-lo. Mas para isso é preciso saber quanto vale seu carro. Lembre que nos dois primeiros anos, a desvalorização é mais acentuada e, nos anos seguintes, ela vai se estabilizando ao redor dos 10% a cada 12 meses.
Acompanhe a desvalorização do seu carro pela tabela Fipe, referência de preço. Não significa que você conseguirá vender seu carro pelo valor sugerido.


Consulte o valor na internet
Se decidir trocar de carro em uma concessionária ou loja independente, lembre-se de que a tendência é de desvalorização do veículo entre 20% e 30% em relação à tabela. Se a sua decisão for trocar por um veículo da mesma marca, a tendência é de uma melhor valorização.


Dica de especialistas: na troca do usado por um 0km, trate sempre sobre a diferença de preços. A loja pode pagar mais pela sua caranga, mas pode deixar de oferecer alguns descontos no novo.


Idas à oficina
Carro que exige visitas frequentes à oficina o faz por dois motivos: falta de revisões ou um desgaste generalizado devido à quilometragem e ao tempo de uso. Trocar somente óleo e filtro é pouco para pensar em repassar o carro. Existem vários itens que devem ser substituídos durante a vida útil do carro. Por exemplo: o automóvel que não faz alinhamento desgasta o pneu, o que não troca o aditivo do radiador estraga a válvula termostática, radiador e bomba d'água etc.


Quando estes itens se acumulam, é comum tentar vender o carro (e deixar o problema para o próximo). Uma boa revisão pode dar sobrevida ao veículo, principalmente quando você não tem condições financeiras para a troca.


Se está pensando em vender dá uma olhadinha nos classificados do DIÁRIO!


Manutenção evita depreciação
Se a ideia é realmente vender, seja honesto: o correto é fazer um desconto na negociação, para que o novo proprietário possa fazer os reparos necessários. Lembre-se: fazer manutenção não valoriza o bem, mas evita que ele se deprecie ainda mais.


Feio de vida?
Não cuidar da funilaria e da pintura, imaginando repassar o problema na hora da troca do carro é um dos maiores pecados. Primeiro porque é difícil achar alguém que queira comprar um carro amassado e com corrosão, certo?


Se ainda assim encontrar um comprador, só sairá negócio após forte pechincha, pois terá de arcar com reparos. Então, carro mal cuidado não é motivo para venda imediata. Arrume o que está feio e, depois, decida se é caso de venda.


Quando um carro sai de linha para a chegada de um sucessor, é certo que o velhinho será depreciado. Para escapar dessa situação é importante se manter informado, até para não adquirir um outro que esteja também caminhando para o fim da linha.
Esta redução também ocorre se uma montadora inclui um modelo na linha de produtos e diminui o preço da versão mais antiga.


Hora de aposentar
Por mais que você goste de seu carro, quando ele fechar o ciclo de 100 mil km, é o momento de desfazer a parceria. A probabilidade de fazer visitas frequentes à oficina é muito grande. Muitos motoristas se iludem, achando que o último reparo deixou o carro "novo de novo".


Um automóvel tem cerca de 4 mil itens. Após esta quilometragem, a probabilidade de quebra aumenta demais. Problemas de fadiga e alterações estruturais dos materiais também acabam aparecendo com o tempo de uso. Se você for comprar um carro tão rodado, não use toda a sua grana: tenha reserva para as eventualidades.


A crise dos cinco anos
Atualmente, cinco anos é um bom período para ficar com seu hatch ou sedan médio sem grandes despesas. Claro que pode haver exceções, mas é fato que borrachas e plásticos têm uma probabilidade maior de sofrer deformações. Depois de milhares de solicitações e alterações de temperatura, estes materiais costumam perder sua elasticidade, ficando mais rígidos e quebradiços.


O maior exemplo é o pneu, que tem validade de cinco anos. Além dele, buchas, borrachas, mangueiras, vedadores e coxins são itens que costumam levar os carros para as oficinas com maior frequência.


Algumas concessionárias não revendem carros com mais de cinco anos. Quando estes veículos entram como base de troca, são imediatamente repassados para lojistas independentes. O objetivo é evitar possíveis reclamações.

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