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Alugar ou não? Eis a questão

quinta-feira, 24/03/2016, 08:51 - Atualizado em 24/03/2016, 13:57 - Autor:


Além dos gastos com energia, água, combustível e alimentação, o brasileiro também está pagando mais para ter onde morar. Seja com o financiamento do imóvel ou do aluguel, os preços altos espantam possíveis compradores ou locatários. Por outro lado, a baixa demanda de clientes provoca um efeito inverso: pode ajudar a baixar os valores praticados. 


O vice-presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado do Pará (Sindimóveis) Antônio Maria Sousa explica que o cenário de “queda livre” do negócio imobiliário de Belém é reflexo de uma série de fatores da última década. Tudo começou há cerca de 10 anos, com a expansão da quantidade de imóveis na capital. O mercado estava favorável e os preços altos. Depois, a crise econômica fez a procura diminuir e os valores baixarem.




BAIRROS


Ainda assim, já que não sabe como será o dia de amanhã, o cidadão prefere optar por aluguel. “O que está acontecendo é o inverso de cinco anos atrás, quando as pessoas tinham segurança econômica e usufruíam do financiamento para ter a casa própria”, lembra Antônio Maria. 
Ele diz que a população local tem dado preferência para aluguéis nas regiões centrais, com apartamentos de até 120m² e de 2 quartos, cujos aluguéis ficam entre R$ 3 mil e R$ 8mil, sem as taxas de condomínio. “Há ainda uma procura contínua por bairros como Umarizal e Nazaré, principalmente devido a proximidade dos locais de trabalho e de estudo”, esclarece Antônio Maria.


Mas a precificação varia de acordo com a infraestrutura de cada perímetro e, por isso, residências de um mesmo bairro podem ter valores bem diferentes. “A melhor forma de encontrar um domicílio de menor custo é procurando muito, porque muda até dentro de um único edifício”, alerta o corretor.


Adquirir imóveis é um investimento seguro


Adquirir um imóvel é importante para quem quer conquistar a estabilidade familiar e financeira. Entretanto, em tempos de orçamentos apertados pela crise, o preço alto e a burocracia para possuir o bem, podem transformar esse sonho em uma imensa dor de cabeça. Mas, com alguns cuidados e medidas é possível garantir a chave do tão sonhado lar (ver infográfico ao lado). 
Segundo o economista e consultor econômico Carlos Max Miranda, o valor comprometido do orçamento familiar com as prestações para a aquisição de um imóvel não pode ultrapassar de 30%. Essa é uma margem confortável para arcar com os demais compromissos, tais como: alimentação, escola, transporte, saúde, lazer e outros. “O ideal é financiar o mínimo possível, pagando grande parte do investimento à vista”, garante.


Ele explica que o prazo de financiamento pode chegar à 40 anos para que a prestação seja menor, mas é preciso ter um recurso extra para custos como a avaliação do imóvel a ser adquirido, os custos com as certidões, escritura, registro e o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). 




ADEQUAÇÕES


Em média, esse custo varia entre 6 a 8% do valor do imóvel a ser adquirido. É preciso considerar outros custos, como a mudança, as adequações que podem ser necessárias (pintura, instalações elétricas, quebra de paredes e etc). Como sempre, o segredo é manter as dívidas controladas. “É preciso ter seus gastos fixos e variáveis todos planilhados e executados conforme o que está programado”, garante. 


Carlos considera que ter uma poupança nesse momento de sonhar com a casa própria é necessário. “Poupar deve ser uma cultura cultivada sempre”. Aliado à poupança, o economista considera que os imóveis ainda são um investimento seguro, pois existe a renda de aluguéis e a da valorização do imóvel com o passar do tempo. Dependendo dos bairros e benfeitorias públicas. 


(Diário do Pará)

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