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Todo cuidado é pouco ao adquirir um carro usado

sexta-feira, 26/02/2016, 15:15 - Atualizado em 26/02/2016, 15:15 - Autor:


Não sei se você soube, mas recentemente uma senhora descobriu que estava dirigindo um furgão recheado de drogas! Por 10 anos!


A Chevy Van 1990 devia ter pertencido a traficantes e a senhorinha o adquiriu sem saber da procedência do veículo. Eram quase 6 quilos de maconha, em pacotes escondidos na carroceria.


Antes de comprar um carro usado, normalmente o primeiro passo é ver os anúncios nos jornais e na internet. Também há quem prefira ir direto àqueles feirões, onde os negócios são fechados diretamente com os proprietários. E existem quem opta por ir nas concessionárias autorizadas ou em revendas independentes para ver de perto as ofertas.


Mas, independente da escolha, como fazer para não entrar numa furada?


Primeiramente, a ProTeste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) recomenda atentar para a vistoria da parte mecânica e a documentação do veículo. Todo cuidado é pouco antes de comprar um automóvel, ainda mais se ele for usado. A garantia prevista de 90 dias é insuficiente, ainda mais para usados. Mas é possível diminuir as chances de aparecerem problemas se você seguir essas dicas e preencher o check-list junto com um mecânico e funileiro de confiança.


 


Mecânica


O primeiro passo é verificar se a parte mecânica e a lataria estão em ordem. Faça a escolha de dia, pois é mais fácil perceber variações de cor, ondulações na carroceria e alinhamento de portas ou faróis. Qualquer irregularidade pode indicar que o carro sofreu um acidente, sendo que portas desalinhadas e empenadas ou ondulações no teto são indícios de capotamento. Se o pneu tiver um desgaste irregular, pode ser sinal de um acidente que tenha afetado até mesmo o chassi.


Por fim, abra o capô e veja se existem soldas ou algum amassado no radiador. Esses são sinais de colisão frontal. Verifique ainda se há sinais de ferrugem ou diferenças de tonalidade na pintura interna do capô, bem como o estado das mangueiras. Se elas estiverem ressecadas, rachadas ou quebradas, é porque chegou a hora de trocá-las. Se for possível, observe se a correia dentada está em ordem. Basta passar o dedo pelo lado interno. Havendo falhas (falta de dentes) ou desgaste, é preciso trocá-las.


Observe se os pólos da bateria estão oxidados, pois o excesso pode comprometer o funcionamento dela. Se o veículo ficar parado por um bom tempo, verifique marcas de pingos de óleo, indícios de vazamento. Passe um cotonete com acetona sobre o número do chassi. Se a tinta sair, pode ser um sinal de que ele foi adulterado e se trata de um veículo roubado. Da mesma forma, fique atento se há marcas de soldas ao redor ou em parte dele. Lembre que o número do chassi deve ser o mesmo que consta nos vidros da janela. Preste atenção em sinais de ferrugem noutras áreas metálicas. Furos no assoalho indicam excesso de ferrugem.


Observe se uma lanterna ou um farol brilha mais que o outro. Isso pode acontecer se ele tiver sido trocado, o que pode caracterizar uma batida.


Você pode utilizar um ímã enrolado num pedaço de pano para tirar dúvidas se a pintura do carro recebeu massa para cobrir algum amassado ou arranhado. Existirá massa em determinado local do carro se o ímã não aderir quando passado sobre o local.


Bolha na pintura é um sinal de ferrugem. Essas bolhas são encontradas com maior probabilidade nas canaletas, nas bordas das tampas do motor, no porta-malas, nos paralamas e perto das borrachas de vedação.


Para testar a suspensão, empurre o carro com força pra baixo e fique atento se ele balançar mais de uma vez. Observe cuidadosamente o compartimento da bagagem. Retire os tapetes e verifique o estepe que, muitas vezes, pode apresentar infiltração de água.


Por fim, faça um test-drive. Assim será possível verificar eventuais ruídos, folgas e regulagem dos pedais, bem como o balanceamento e alinhamento do veículo.


 


Documentos


O primeiro cuidado que se deve ter é verificar a idoneidade da empresa onde você está comprando o carro. Para isso, consulte o site do Procon para conhecer o histórico de relacionamento dessa loja com seus clientes.


A segunda prevenção é exigir a nota fiscal da loja que está revendendo o veículo. Algumas emitem um simples recibo, como se a venda fosse feita diretamente pelo antigo proprietário. Mas você só comprovará que a compra foi feita na loja se tiver a nota fiscal. Caso contrário, juridicamente, seria como se a compra tivesse sido feita entre particulares e não haverá a proteção do Código de Defesa do Consumidor.


Mais um fato para ficar atento é a transferência da titularidade do veículo. As lojas costumam providenciá-la por intermédio de despachantes. Se isso ocorrer, peça para que o serviço conste na nota fiscal ou num recibo em que a loja assuma o compromisso. Caso a transferência não seja feita em 30 dias, toda e qualquer multa será de responsabilidade do antigo proprietário, mesmo que ele não esteja mais com o carro.


Porém, se o serviço de despachante constar na nota fiscal ou no recibo, você poderá pleitear uma indenização por eventuais transtornos causados. Lembre-se ainda de pedir o manual do veículo, chave reserva e a chave mestra – sem a qual não será possível fazer futuras cópias.

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