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Muito cuidado com o financiamento automotivo

quinta-feira, 15/10/2015, 17:22 - Atualizado em 15/10/2015, 18:05 - Autor:


A tentação de se comprar um carro novo nos dias de hoje é muito grande, especialmente em função da oferta de modelos e financiamentos. Um carro de R$ 35 mil, com entrada de R$ 10 mil e financiamento de R$ 25 mil em 60 parcelas, terá prestação fixa de R$ 634,84 mensais se a taxa de juros for de 1,5% ao mês. Para financiar R$ 25 mil, o cliente pagará R$ 38.090,14. Mas se a taxa for de 2,2% ao mês, a prestação ficará em R$ 754,44 e o valor chegará a R$ 45.266,60, sem contar taxas embutidas. Repare que a diferença de 0,7% na taxa de juros significa que pagar mais R$ 7 mil, ou quase 30% do financiamento inicial.


A facilidade de financiar um carro 0 km é tão grande que o mercado de seminovos também tem excedente de oferta, forçando preços para baixo e facilitando ainda mais o acesso aos interessados.


A dica é pesquisar muito e, se puder, pedir ajuda a um amigo que entenda de finanças. Muitas coisas são prometidas pelos vendedores, como taxas de juros que não são verdadeiras, custos de cadastro que não existem, taxas de cartório e outros que são embutidos na prestação sem que se saiba. Como os contratos são de longo prazo, chegando a 84 meses, qualquer variação na taxa trará um impacto substancial na prestação e no preço total do carro.


CDC ou leasing são alternativas, mas trazem diferenças. O leasing costuma ser mais barato, pois é isento de IOF, mas é mais burocrático na quitação e impede que se antecipe parcelas com desconto de juros. Só a quitação total permitirá a retirada dos juros. Já o CDC permite antecipar o pagamento de quantas parcelas desejar, retirando-se os juros pré-fixados.


Os juros de financiamento de automóvel são bem mais baratos que os de um cartão de crédito, porque o carro garante o pagamento da dívida, ou pelo menos boa parte dela. Caso o consumidor não pague as parcelas, o diálogo com a financeira ou banco é o melhor caminho. Se atrasar mais que 3 parcelas, poderá ter o carro tomado pela instituição credora. Se a situação financeira ficou difícil, procure negociar sempre. Mas não se iluda, pois os bancos e financeiras não tolerarão atrasos reincidentes ou muito extensos.

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