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Apagão deixa Venezuela no escuro por cinco dias; EUA, Cuba e China trocam acusações

segunda-feira, 11/03/2019, 21:43 - Atualizado em 11/03/2019, 21:59 - Autor:


A Assembléia Nacional da Venezuela, controlada pela oposição, decretou nesta segunda-feira (11) o estado de emergência no país sul-americano devido ao blecaute que deixou oito estados do país sem energia elétrica desde quinta-feira (7).  Enquanto isso, milhares de pessoas tentam, desesperadamente, obter água e outros recursos em Caracas na ausência de fornecimento, causado pela falta de energia.


O conflito político entre as forças governamentais do presidente Nicolas Madruo, apoiado por China, Rússia e Cuba, e da oposição liderada pelo auto-proclamado presidente Juan Guaidó, apoiado pelos Estados Unidos e União Europeia, tem levado o país sulamericano ao colapso, causando uma crise humanitária que aumenta a cada dia.


Ainda não se sabem as causas do apagão, mas os países aliados ao governo chavista e oposição trocam acusações. Ao comentar nesta segunda-feira o novo episódio da crise, o secretário de Estado do governo Trump, Mike Pompeo, responsabilizou os governos de Cuba e China pela crise na Venezuela. Os aliados do governo Maduro, por sua vez, se defendem das acusações e acusam o governo de Donald Trump de estar por trás do apagão que deixou os estados sem energia elétrica por quase cinco dias.


O governo de Maduro acusa os Estados Unidos de terem comandado o apagão através de um ataque cibernético, classificando a ação como "um ato terrorista destinado a prejudicar a população indefesa".


O governo Maduro ampliou a suspensão das atividades de trabalho e educacionais por mais 24 horas por causa do blecaute. Após cinco dias de crise devido a quedas de energia, o ministro das Comunicações, Jorge Rodriguez, informou que "falta muito pouco" para restabelecer o serviço, e na noite desta segunda-feira já se viam residências e prédios iluminados em Caracas. O blecaute afetou, entre outras coisas, numerosos hospitais, que já sofreram sérias deficiências e abastecimento de água.


(Fonte: El País)

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