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Motoristas de Belém são os que mais dirigem usando o celular

quarta-feira, 27/05/2020, 07:55 - Atualizado em 28/05/2020, 12:23 - Autor: Redação


Estudo indica que homens e mulheres têm conduta equivalente na direção usando o aparelho
Estudo indica que homens e mulheres têm conduta equivalente na direção usando o aparelho | Wagner Santana

Dados do Ministério da Saúde mostram que Belém é a capital onde os motoristas mais admitiram usar o celular enquanto estão no volante. O relatório, concluído para o mês de conscientização de segurança no trânsito (Maio Amarelo), foi feito pela Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) voltado especificamente para o trânsito. Os números apontam que 19,3% dos motoristas das 26 capitais brasileiras e do Distrito Federal admitiram usar o celular enquanto dirigem.

A pesquisa Vigitel 2018 – Comportamento no Trânsito mostra ainda que homens e mulheres apresentam prevalências semelhantes na associação celular e direção, 19,6% e 18,8%, respectivamente. Os dados chamam atenção especialmente quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que usar o celular durante a condução de veículo aumenta em quatro vezes as chances de se envolver em um acidente. Entre as capitais, por exemplo, as maiores prevalências para o uso de celular e direção, para adultos maiores de 18 anos, foram observadas em Belém (24%), Rio Branco (23,8%) e Cuiabá (23,7%), enquanto as menores foram observadas em Salvador (14,1%), Rio de Janeiro (17,1%) e São Paulo (17,2%).

As maiores prevalências de relatos de uso de celular durante a condução de veículos foram observadas entre indivíduos com maior escolaridade (12 anos de estudo ou mais), 26,1%, e adultos jovens (25 a 34 anos), 25,0%. Os indicadores do estudo incluíram também multa por excesso de velocidade, blitz de trânsito, teste do bafômetro e condução de veículo motorizado após consumo de bebidas alcoólicas.

MAIS DETALHES NA REPORTAGEM DA RBATV:

MONITORAMENTO

Desde 2006, implantado em todas as capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, o Vigitel monitora a frequência e a distribuição dos principais determinantes das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e de lesões no trânsito, por meio de inquérito telefônico. O Vigitel compõe o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco de DCNT do Ministério da Saúde e, junto com outros inquéritos, como domiciliares Pesquisa Nacional de Saúde e a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, vem ampliando o conhecimento sobre as DCNT e as causas externas no País.

Além de atualizar a frequência e a distribuição dos principais indicadores relacionados a comportamentos no trânsito para o ano de 2018, a publicação descreve a evolução anual de alguns indicadores desde 2012. Com isso, o Ministério da Saúde cumpre a tarefa de monitorar os principais fatores de risco para ocorrência de lesões no trânsito, contribuindo para a formulação de políticas públicas que promovam a melhoria da qualidade de vida da população brasileira. Os resultados desse inquérito subsidiam o monitoramento de fatores de risco prioritários no Programa Vidano Trânsito (PVT)

Desenvolvido pelo Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, o Programa Vida no Trânsito (PVT) se apresenta como a principal resposta do setor saúde aos desafios da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Década de Ações pela Segurança no Trânsito, cuja meta é reduzir 50% dos óbitos por lesões de trânsito entre 2011 a 2020 e também para a meta 3.6 dos Objetivos do DesenvolvimentoSustentável – ODS.

Atualmente, o PVT está implantado em 55 municípios, sendo todas as capitais, com exceção do Rio de Janeiro, e mais 29 municípios, com uma abrangência de 50,9 milhões de habitantes no país.

MORTES NO TRÂNSITO

Em todo o Brasil, entre os anos de 2010 e 2018, houve redução de 32% nestes óbitos, todos os estados apresentaram redução de óbitos, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. No ano de 2018, a taxa de mortalidade por lesões de trânsito foi de 14,8 óbitos por grupo de 100 mil habitantes e em 2010, a taxa do país era de 21,8 óbitos a cada 100 mil habitantes. Em números absolutos, em 2018 foram registrados 32.655 óbitos por lesão de trânsito no país, enquanto em 2010 o total de óbitos foi de 42.844.

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