Edição do dia

Edição do dia

Leia a edição completa grátis

Previsão do Tempo
25°
cotação atual R$
ALERTA

Saiba como escapar das novas tentativas de golpes virtuais

Crimes aumentaram na pandemia, já que as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa e na internet, onde o descuido ainda é grande

terça-feira, 29/09/2020, 07:49 - Atualizado em 29/09/2020, 07:53 - Autor: Redação


Criminosos têm aproveitado durante o período de pandemia em que as pessoas estão em períodos on-line maior para realizarem transações
Criminosos têm aproveitado durante o período de pandemia em que as pessoas estão em períodos on-line maior para realizarem transações | Freepik

Com a pandemia do novo coronavírus, criminosos têm aproveitado o maior tempo on-line das pessoas e o aumento das transações digitais devido ao isolamento social para aplicar golpes financeiros. Mensagens de ofertas tentadoras e atrativas que, na verdade, direcionam para sites falsos, ou ainda o uso de avisos para que a pessoa recadastre urgentemente seus dados junto a uma instituição, escondem crimes que levam muita dor de cabeça e causam grande prejuízo financeiro para o consumidor.

Levantamentos da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostram o crescimento de tentativas de várias modalidades de fraudes financeiras contra os brasileiros durante a crise da Covid-19. No período de quarentena, as instituições registraram aumento de 80% nas tentativas de ataques de phishing - que se inicia por meio de recebimento de e-mails que carregam vírus ou links que direcionam o usuário a sites que, normalmente, possuem remetentes desconhecidos ou falsos.

O golpe do falso motoboy subiu 65% durante o período de isolamento social. Já os golpes do falso funcionário e falsas centrais telefônicas cresceram 70%.

Recentemente, a Febraban também revelou que no período da quarentena houve alta de 60% em tentativas de golpes financeiros contra idosos, o que resultou em uma campanha de alerta com o apoio da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, vinculada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e do Banco Central.

INVESTIMENTOS

A Febraban e seus bancos investem constantemente em campanhas e ações de conscientização em seus canais de comunicação com os clientes para orientar a população a se prevenir de fraudes. “Queremos contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de prevenção a fraudes e do uso seguro dos canais digitais no país”, explica o presidente Isaac Sidney.

Ele ressalta que os bancos investem cerca de R$ 2 bilhões por ano em sistemas de tecnologia da informação (TI) voltados para segurança – valor que corresponde a cerca de 10% dos gastos totais do setor com TI para garantir a tranquilidade de seus clientes em suas transações financeiras cotidianas.

Atualmente, 70% das fraudes estão vinculadas à engenharia social, que consiste na manipulação psicológica do usuário para que ele lhe forneça informações confidenciais, como senhas e números de cartões para os criminosos. “Seja pelo telefone, por e-mail, pelas mídias sociais, SMS, o fraudador solicita dados pessoais do cliente, em troca de algo, ou ainda induz o usuário a ter medo de alguma situação”, alerta Adriano Volpini, diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da Febraban. “Os dados pessoais do cliente jamais são solicitados ativamente pelas instituições financeiras. Na dúvida, sempre procure seu banco para obter esclarecimentos.”

Entretanto, adverte que a população tem um comportamento de segurança no mundo digital diferente do mundo físico, em que as pessoas já se acostumaram a tomar cuidados com carteiras, pertences e celulares, quando estão em locais públicos e de grande movimentação. Conscientemente, as pessoas sabem o que podem ou não podem fazer, discernimento não tão comum no mundo digital.

Outro ponto que merece atenção no combate aos golpes financeiros é a ausência de uma lei federal que tipifique os crimes cometidos pelos meios digitais, o que gera grande prejuízo para toda a população brasileira, empresas privadas e o setor público. Atualmente, três projetos tramitam no Congresso, entre eles, o 2.638, que dispõe sobre a tipificação criminal de furto mediante fraude eletrônica, do deputado Marcelo Ramos (PR/AM).

 

Conteúdo Relacionado


0 Comentário(s)

MAISACESSADAS