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TECNOLOGIA

Segundo pesquisa, compras pela internet disparam entre os brasileiros

domingo, 02/02/2020, 13:34 - Atualizado em 02/02/2020, 13:34 - Autor: Luiz Flávio


"Utilizo sempre o cartão on-line que o banco disponibiliza, que gera um código de segurança a cada compra ou
a cada dia”, Prissa Tharsyla Aguiar
"Utilizo sempre o cartão on-line que o banco disponibiliza, que gera um código de segurança a cada compra ou a cada dia”, Prissa Tharsyla Aguiar | Irene Almeida

A internet mudou decisivamente a forma de consumir da população, desde o transporte até as refeições. Cerca de 4 entre 10 brasileiros adquirem bens e serviços pela internet. O percentual de brasileiros que já fez compras dessa forma quase dobrou nos últimos seis anos: passou de 23%, em 2013, para 42% em 2019.

Os brasileiros costumam obter mais produtos do que serviços pela internet. Os produtos mais citados são eletrônicos, calçados, bolsas e acessórios e vestuário, enquanto entre os serviços os mais citados são pedido de refeições em restaurantes, filmes e músicas por streaming, ingressos de show e cinema e transporte urbano por aplicativos.

E quanto maior a renda, mais se faz compras on-line (veja boxes), sendo que os campeões nas vendas são os eletrodomésticos. Os dados são da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), e divulgada no Portal da Indústria.

A secretária executiva Prissa Tharsyla Aguiar, 23 anos, faz compras pela internet há 4 anos, principalmente cosméticos e roupas. Preços mais em conta, promoções mais constantes e variedade de produtos são os principais atrativos. Ela gasta, em média, R$ 300,00 por compra. Ano passado calcula ter gastado algo em torno de R$ 5 mil em compras on-line.

A segurança é prioridade para a secretária. “Utilizo sempre o cartão on-line que o banco disponibiliza, que gera um código de segurança a cada compra ou a cada dia, diferente do original do meu cartão físico, passando mais segurança na hora de comprar”. Ela também compra sempre em sites conhecidos nacionais e internacionais de farmácias, cosméticos e roupas.

“Até porque esses grandes sites já têm um mercado formado e eles oferecem mais facilidades de envio das mercadorias, com valores mais acessíveis para frete, frete grátis, etc., o que é a grande dificuldade na hora de finalizar uma compra para Belém”.

Ela recomenda que os consumidores sempre verifiquem a credibilidade do site de compras, olhando comentários em publicações e avaliações. “É bom checar ainda as reclamações no site ‘Reclame Aqui’ e sempre que puder utilizar cartões on-line oferecidos pelo próprio banco. É uma segurança a mais na hora de comprar on-line”.

Pode não parecer, mas vender produtos e serviços pela internet não é nada simples. Além de um trabalho de conteúdo humanizado, com consumidores reais e criadores de conteúdo digital, é necessário gerar engajamento nas redes sociais. “As marcas precisam ter estratégias com ações para direcionar, através de links, o público-alvo para sites ou app’s da empresa. Segundo dados da Comscore, 9 em cada 10 internautas acessaram pelo menos um site/aplicativo de varejo durante o mês vindo das redes sociais”, diz Paulo Falcão de Almeida, pós-graduado em marqueting digital empresarial.

Paulo explica que não é correto afirmar que redes sociais devem ser utilizadas como ferramenta para venda. As redes sociais, diz, “são plataformas que devem ser utilizadas para o compartilhamento de conteúdo”. A marca, após algum tempo compartilhando conteúdo interessante, criando a sua autoridade e sendo útil para o seu público-alvo, vai vender.

“Além da produção de conteúdo, as marcas devem promover multiexperiências através de sites, realidade aumentada, APPS, QR Codes etc. Principalmente se a marca tiver como alvo um público de comportamento jovem e que goste de novidades”.

ESTRATÉGIAS

O especialista recomenda evitar estratégias e conteúdos voltados exclusivamente para promoções e preços. “O público-alvo não entra nas redes sociais com o intuito de comprar alguma coisa, mas sim para ser encantado com um ótimo conteúdo que, de forma humanizada, o redirecione para um site ou APP que fale sobre produtos e preços”, detalha.

Alimentação, supermercados, eletrônicos, livros e roupas estão entre os setores que potenciais consumidores passam mais tempo procurando e pesquisando, além de acessar sites e APPS. “O público está conectado e ele só precisa ser direcionado para o que lhe interessa. A marca que fizer isso de forma encantadora vai ter ótimos resultados”.

Lilian Alves Castro
Lilian Alves Castro Irene Almeida
 

A engenheira civil Lilian Alves Castro, 28 anos, compra com frequência produtos pela internet. “Basicamente roupas, sapatos, bolsas e itens de casa. Geralmente de marcas que não possuem loja física em Belém. As promoções costumam ser muito melhores, além das variedades das peças. Há muitos produtos que não chegam aqui”, diz.

O seu gasto médio é de R$ 300,00 por compra. “Sempre tento um cupom de frete grátis ou comprar várias coisas ao mesmo tempo para compensar o valor do frete. Ano passado acredito que gastei mais de R$ 5 mil em compras na internet”, contabiliza.

Ela também sempre acessa informações sobre o site onde pretende comprar no Google ou no “Reclame Aqui”. “É muito importante conhecer o que as outras pessoas comentam sobre o que compraram na hora de decidir. Já tive problemas na entrega de produtos”.

E recomenda sempre desconfiar de produtos muito baratos, pois podem ser falsos. “É importante ainda se certificar que o site possui número de contato e e-mail. Se possível, perguntar se algum conhecido já comprou naquele site, além de verificar todo o box de informações do item para que não seja pego de surpresa quando ele chegar. Todo cuidado é pouco para não haver surpresas desagradáveis.

Diário do Pará
 


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