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ALERTA ESPECIALISTA

Aplicativo de envelhecimento pode roubar seus dados; entenda!

terça-feira, 16/07/2019, 22:04 - Atualizado em 16/07/2019, 22:04 - Autor: Redação


Apesar do sucesso entre os internautas, especialistas alertam para os perigos que o aplicativo pode trazer para a utilização indevida de dados de quem o utiliza
Apesar do sucesso entre os internautas, especialistas alertam para os perigos que o aplicativo pode trazer para a utilização indevida de dados de quem o utiliza | Reprodução

O aplicativo Faceapp, ferramenta para edição e aplicação de filtros a imagens que virou febre entre os famosos, pode abrir espaço para abusos no uso e compartilhamento dos dados de quem o utiliza.

Sua política de privacidade traz informações sobre quais dados são coletados e quais são os usos possíveis. O que chama atenção, principalmente, é que são acessadas as fotos e “outros materiais” quando as fotos são postadas - o documento, no entanto, não detalha.

RISCOS

O alerta é feito por especialistas, que afirmam que o uso do app traz uma série de riscos e viola a legislação brasileira ao afirmar que poderá ser regido por leis de outros países (incluindo o Artigo 11º do Marco Civil da Internet). “As pessoas ficam empolgadas mas no fim tem uma finalidade muito além do que só essa brincadeira, que nem é tão clara. É claro que imagens estão sendo utilizadas para aperfeiçoar o reconhecimento facial, tecnologia que tem se mostrado totalmente nociva. Não é só identificação de pessoas, mas do humor e outras características que não são comuns a outros tipos de dados biométricos, como digital”, afirma Joana Varon, diretora da organização Coding Rights.

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Além dela, a preocupação se estende também para Fábio Assolini, analista sênior de segurança da Kapersky, que acredita que é possível que as imagens memorizadas pelo aplicativo acabem sendo empregadas em usos problemáticos. “Por utilizar inteligência artificial para fazer as modificações a partir do reconhecimento facial, a empresa dona do app pode vender essas fotos para empresas desse tipo, além desses dados facilmente caírem nas mãos dos cibercriminosos e serem utilizados para falsificar nossas identidades”, diz.

PROTEÇÃO

Para o analista, os usuários devem tomar cuidado sobre como disponibilizam as imagens para reconhecimento facial ou até mesmo publicamente. “Temos que entender essas novas maneiras de autenticação como senhas, já que qualquer sistema de reconhecimento facial disponível a todos pode acabar sendo usado tanto para o bem quanto para o mal”, pontua.

Atualmente, o aplicativo está disponível nas lojas de aplicativos Play Store e Apple Store. Com nota de 4,5 (de um total de 5) e acumulando próximo de 1 milhão de downloads. O programa é anunciado também como uma ferramenta para “melhorar fotos e criar simulações por meio de filtros”.

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(Com informações da Agência Brasil)

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