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SAÚDE

Câncer de próstata: prevenção ainda é o melhor caminho

Em tempos de pandemia, especialista reforça importância da realização de exames para o diagnóstico precoce

segunda-feira, 16/11/2020, 15:08 - Atualizado em 16/11/2020, 15:08 - Autor: Com informações da assessoria


| Reprodução

O câncer de próstata é o segundo tipo de tumor mais comum entre os homens brasileiros, ficando atrás apenas do câncer de pele não-melanoma, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). 

A doença é uma das que menos apresentam sintomas, podendo ser totalmente silenciosa. Muitos sinais passam despercebidos, como incômodo ao urinar e dificuldades de ereção, que podem ser confundidos como sinais comuns ao avanço da idade.  O envelhecimento e a hereditariedade são os principais fatores para o desenvolvimento dessa enfermidade, elevando a necessidade de realizar exames regularmente.  Para quem tem histórico familiar, é recomendável fazer o exame de toque retal a partir dos 45 anos, cinco anos antes em comparação a quem não tem casos na família.

“Fiquei 30 segundos sem reação, não era um diagnóstico esperado”, relata Sidney Quintino Mariano, 57. O paciente foi diagnosticado com câncer de próstata quando procurou um hospital para exames de rotina. Em meio à pandemia, Sidney fez o exame laboratorial, que identificou nível de PSA (antígeno prostático específico) alto. O médico, na ocasião, lhe informou que a doença ainda estava em estágio inicial. “Não era urgente, mas queria resolver rapidamente”, recorda o paciente.

Segundo o urologista, Dr. Davi Abe, a pandemia e o isolamento fizeram com que muitos homens deixassem de fazer o exame preventivo.

“Vimos que o medo da Covid-19 foi o principal fator para a diminuição da procura de muitos pacientes, dificultando a detecção da doença em seu estágio inicial”, afirma.

Dados de uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) indicam que, em função da pandemia, 55% dos homens acima de 40 anos deixaram de fazer alguma consulta ou tratamento médico.

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“Esse número é preocupante”, destaca o urologista. “Segundo o Inca, estima-se mais de 65 mil novos casos somente no Brasil este ano. Já conseguimos identificar que tivemos uma redução de 70% dos exames laboratoriais de PSA e de toque retal durante este período de isolamento social”, explica.

Além da pandemia, outro fator que faz com que os pacientes não procurem o urologista é o preconceito que a doença e o exame de toque retal carregam. “Ainda hoje vemos uma dificuldade por parte dos homens de procurarem os exames, pois a supervalorização da atividade sexual e o medo da impotência ainda são um peso para muitos pacientes”, afirma o Dr. Davi.

Para Sidney, manter o foco foi o principal sentimento no começo do tratamento. “Meu pai faleceu de câncer no intestino e eu tinha um pensamento igual ao dele, tanto que não realizava os exames regularmente. O apoio da minha família, dos amigos e o acolhimento que tive com o Dr. Davi foram o que me motivaram a seguir adiante”, relata.

Autocuidado

O câncer de próstata tem maior incidência na terceira idade, atingindo, em 75% dos casos, homens a partir dos 65 anos.

De acordo com o especialista, quanto mais cedo o exame for realizado, maiores as chances de cura. “O autocuidado é primordial, pois a doença raramente apresenta sintomas em estágio inicial. Se detectada rapidamente, o câncer de próstata pode ser, estatisticamente, curado em 90% dos casos”, explica.

Apesar de elevar as possibilidades de cura se identificada em sua fase inicial, segundo o urologista, a doença também pode ser curada em estágio avançado. “A medicina está tão avançada que hoje há várias novidades de tratamento, mesmo para casos mais complexos.”

“Desde o início do tratamento, o Dr. Davi foi atencioso e tranquilo. Ele me passou todos os protocolos e, pelo quadro clínico apresentado, informou que eu tinha 80% de cura”, ressalta Sidney, que realizou a cirurgia recentemente.

Por fim, Sidney destaca que, para ele, a doença foi resolvida de forma rápida, antes mesmo de surgir qualquer sintoma. “Por isso, hoje eu sou uma mais centrado, não renuncio à ajuda médica e não deixo o preconceito tirar meu foco.”

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