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Artrose nas mãos: uso excessivo de celular pode ser fator de risco

Quatro em cada dez pessoas terão esse problema. Doença normalmente associada à idade avançada, pode se manifestar muito cedo, causando dores e limitações motoras.

sábado, 17/10/2020, 12:36 - Atualizado em 17/10/2020, 12:36 - Autor: Com informações da assessoria


A doença está associada ao uso excessivo de celular ou computador.
A doença está associada ao uso excessivo de celular ou computador. | Reprodução

A artrose nas mãos começa com uma sensação de que as juntas dos dedos estão ressecadas, como se estivessem travadas ou até mesmo um pouco inchadas e se nada for feito, com o tempo vem a dor. É o que explica o fisioterapeuta Bernardo Sampaio.

De acordo com o profissional, essa doença provoca o desgaste das articulações das mãos e assim, aumenta o atrito entre os ossos, que acaba causando dor, dificuldade para realizar movimentos simples no dia a dia, como segurar objetos ou escrever, e nos casos mais avançados, a formação de nódulos duros nos dedos, provocando deformações.  

De acordo com o Centro de controles e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, 40% da população mundial tem ou terá osteoartrite – o termo mais usado pelos médicos – entre os dedos e o punho. É muita gente.

“Essa doença pode ser bastante limitante, principalmente quando atinge as duas mãos, e é mais comum em idosos e em mulheres na menopausa, devido ao envelhecimento da cartilagem. Além disso, ela também pode acometer pessoas que realizam atividades que exijam frequentemente as articulações das mãos, como o trabalho doméstico, por exemplo”, pontua o especialista, que ainda explica que doenças inflamatórias, autoimunes ou genéticas também podem favorecer a rigidez das mãos, resultando em artrose. 

Mas em tempos de era digital, não é incomum ver essa patologia em pessoas jovens, já que essa doença também está associada ao uso excessivo de celular ou computador. Ainda segundo o fisioterapeuta tanto o diagnóstico, quanto o tratamento inicial, é clínico, feito através de medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos, imobilização e reabilitação.

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“Medicamentos protetores de cartilagem também podem retardar o processo de desgaste e consequentemente diminuir a dor”, explica. 

Em casos mais avançados é melhor que seja realizada uma intervenção cirúrgica, cujo método depende da articulação envolvida e também do grau da artrose como terapia a laser, exercícios e massagens fisioterapêuticas.

“O objetivo principal é fortalecer os músculos ao redor dessas articulações. Geralmente, são indicados exercícios leves e de baixa intensidade. Vale destacar que a fisioterapia deve ser associada com outros métodos para complementar o tratamento”, finaliza Bernardo Sampaio.

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