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Alter do Chão tem aglomeração de banhistas sem máscaras

segunda-feira, 17/08/2020, 11:44 - Atualizado em 17/08/2020, 11:41 - Autor: Com informações do portal O Estado Net


Alter do Chão votou a ser um dos destinos mais procurados. O problema tem sido a aglomeração de banhistas sem máscaras.
Alter do Chão votou a ser um dos destinos mais procurados. O problema tem sido a aglomeração de banhistas sem máscaras. | Reprodução

Um dos destinos turísticos mais importantes da Amazônia, Alter do Chão, no baixo Tapajós, teve o último domingo (16) marcado por aglomerações na vila e nas praias, de banhistas sem máscaras e desrespeitando todas as medidas de segurança em combate a pandemia de Covid-19. As informações são do portal O Estado Net e do Jornalistas Livres.

No dia 21 de julho, mesmo com o número de casos e mortes, o prefeito de Santarém, Nélio Aguiar (DEM-PA), que também é médico, decidiu liberar o acesso às praias do município. O turismo voltou a crescer na região, assim como a irresponsabilidade de muitas pessoas que visitavam o balneário. 

Enquanto a maioria dos moradores, que atuam no setor de turismo, utilizava máscaras e álcool em gel, a maior parte dos turistas, vindos principalmente de Santarém, protagonizou aglomerações, sem o uso de máscara, sem qualquer cuidado, como se a pandemia já tivesse acabado.

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Neste domingo (16), em um dos mais importantes destinos turísticos da Amazônia Brasileira, a impressão que se teve foi de que não existe mais pandemia. Turistas sem máscara, aglomerados, protagonizaram um deprimente espetáculo de falta de empatia e desrespeito com os moradores de Alter do Chão, balneário localizado no baixo Tapajós, no município de Santarém-PA. Alter do Chão, vila situada na margem direita do rio Tapajós, tem uma beleza de tirar o fôlego, e já foi eleita a mais bela praia (na verdade, a vila abriga diversas praias) de água doce do mundo. A primeira morte indígena confirmada de covid-19 no país ocorreu justamente em Alter do Chão, no dia 19 de março deste ano. A prefeitura de Santarém imediatamente decretou o fechamento das praias do município e, prontamente, a comunidade de Alter do Chão, em sua maioria formada por indígenas Borari, entendeu o recado e fez um eficiente isolamento social. Os serviços de turismo pararam, e muitas famílias se refugiaram no interior, distantes das praias. Enquanto isso, os casos e mortes confirmadas por covid-19 explodiram na cidade de Santarém, um dos polos econômicos mais importantes do Pará. Resultado: rapidamente, as vagas em UTIs, para tratamento dos casos graves, se esgotaram. Apesar disso, muitos turistas, vindos de Santarém, continuaram a manter suas rotinas de visitar Alter do Chão nos finais de semana, desrespeitando o decreto municipal de fechamento das praias. Foi então que os moradores da vila, através de conselhos comunitários, pediram à prefeitura a decretação de lockdown no balneário. Uma barreira foi montada na estrada que liga a cidade de Santarém a Alter do Chão. A medida deu certo, e a covid-19 não se espalhou pela famosa vila. Até hoje, apenas uma morte confirmada, causada pela doença que já deixou quase 110 mil mortos no país, sem que o governo Bolsonaro tome qualquer medida eficaz no combate à pandemia. Pelo contrário, sabota, a todo instante, a principal recomendação da Organização Mundial de Saúde: o isolamento social, além de criar atritos políticos com governadores, tentando impedir às ações estaduais. Matéria completa no link dos stories. Fotos: @leonardomilano /Jornalistas Livres

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PANDEMIA

A primeira morte por Covid-19 confirmada em Alter do Chão foi registrada no dia 19 de março. A vítima, uma indígena. A prefeitura de Santarém imediatamente decretou o fechamento das praias do município e, prontamente, a comunidade, em sua maioria formada por indígenas Borari, entendeu o recado e fez um eficiente isolamento social.

Os serviços de turismo pararam e muitas famílias se refugiaram no interior, distantes das praias. Enquanto isso, os casos e mortes por Covid-19 explodiram em Santarém. Resultado: rapidamente, as vagas em UTIs, para tratamento dos casos graves, se esgotaram.

Apesar disso, muitos turistas, continuaram a manter suas rotinas de visitar Alter do Chão nos finais de semana, desrespeitando o decreto municipal de fechamento das praias. Foi, então, que os moradores da vila, através de conselhos comunitários, pediram à prefeitura a decretação de lockdown no balneário. Uma barreira foi montada na estrada que liga a cidade de Santarém a Alter do Chão.

A medida deu certo e o vírus não se espalhou pela vila. Até hoje, apenas uma morte confirmada, causada pela doença que já deixou quase 110 mil mortos no país.

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