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TENSÃO

Repórter relata ameaças de madeireiros após questionar incêndios no oeste do Pará

segunda-feira, 26/08/2019, 20:50 - Atualizado em 26/08/2019, 20:50 - Autor: DOL


A repórter estava no município de Uruará realizando uma reportagem sobre queimadas quando foi abordada por um grupo de madeireiros que não se identificou
A repórter estava no município de Uruará realizando uma reportagem sobre queimadas quando foi abordada por um grupo de madeireiros que não se identificou | Fernando Frazão/Agência Brasil

A repórter do HuffPost Brasil, Débora Álvares, relatou que foi cercada e ameaçada por madeireiros após questionar uma área onde, supostamente, estaria com muita fumaça e um forte cheiro de queimado com base em denúncias de moradores.

Segundo a reportagem publicada nesta segunda-feira (26), Débora estava no município de Uruará (oeste paraense) no último domingo (25) e constatou uma fumaça vindo de três lotes, cada um com cerca de 5 mil m². “Saí do carro para tirar as fotos e, enquanto fazia os retratos dos restos de terra queimados, quatro madeireiros surgiram repentinamente. Um deles estava em uma moto”, relata.

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A jornalista narra que os homens pareciam irritados e, ao explicar que procurava focos de incêndio, teria sido respondida com um uníssono “não tem fogo nessa região” e que o clima teria ficado mais tenso ao se apresentar como repórter. “Eles se queixaram que ‘jornalistas só falam coisas ruins e erradas na TV’”, sendo, então, ameaçada a sair de lá.

Débora diz ainda que conversou com um funcionário de um posto de gasolina em um trecho urbano de Uruará, que afirmou que uma fumaça “forte e escura” poderia ser avistada de onde ele trabalhava e que essa queima era mais comum do que se imaginava. “Os madeireiros estão limpando o terreno”, afirmou.

NOVA AMEAÇA - Em outro momento da reportagem, a jornalista afirma que foi novamente ameaçada, mas por um proprietário de um terreno às margens da rodovia BR-230, a Trans-Amazônica, próximo ao distrito de Medicilândia. “Ao me deparar com fogo, também encostei o carro para fotografar. Um homem saiu da casa, do alto do terreno, gesticulando que eu não poderia fazer as fotos. Achei mais prudentes não tentar entrevistá-lo”, concluiu.

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(Com informações do HuffPost Brasil)

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