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POLÊMICA

Bolsonaro assinou MP sem ler por "confiança" na equipe de Guedes, diz interlocutor

terça-feira, 24/03/2020, 10:42 - Atualizado em 24/03/2020, 10:42 - Autor: Com informações Terra


O País amanheceu atônito com a notícia da MP com a suspensão de salários
O País amanheceu atônito com a notícia da MP com a suspensão de salários | Antonio Cruz/Agência Brasil

Alvo de duras críticas do Congresso e das redes sociais, após assinatura da Medida Provisória 927, o presidente da República, Jair Bolsonaro, parece ter ficado "muito irritado" ao saber do trecho "equivocado" do artigo 18 da MP que definia a suspensão do contrato de trabalho, por até quatro meses, sem pagamento de salário. O detalhe é que ele teria assinado o documento sem ler e por confiança no ministro da economia Paulo Guedes.

A ocorrência deste fato foi garantida em relato de um dos interlocutores do Palácio do Planalto. O grupo tentou ao longo da tarde apagar o incêndio provocado pelo governo em meio a pandemia do novo coronavírus.

Bolsonaro edita MP e contratos de trabalho poderão ser suspensos por até quatro meses

Bolsonaro teria demonstrado insatisfação aos seus auxiliares com a "enxurrada" de críticas recebidas, principalmente do Congresso, por um erro que não teria sido dele. O presidente revelou ter "confiado" no texto que sua equipe de governo lhe repassou para assinar. Com exceção de entidades empresariais, os ataques vieram dos demais partidos, centrais sindicais e das redes sociais.

Até o início da noite de ontem, ainda não se sabia o nome do "responsável pelo equívoco", já que cada parte envolvida na elaboração da MP negou a responsabilidade do problema e repassou a terceiros. Com o jogo do "empurra-empurra", a suspeita inicial no Palácio foi parar em "algum" setor do Ministério da Economia, provavelmente uma da secretaria da pasta.

Bolsonaro mostrou não estar conformado com a publicação da MP sem prever compensação aos trabalhadores. O "equívoco" acabou lhe custando prejuízos não só políticos, mas também desconforto entre a classe trabalhadora, que naquele momento se viu desprotegida e abandonada pelo governo federal.

Após tomar conhecimento do enorme "estrago político", Bolsonaro usou o Twitter, para anunciar que revogaria a medida. No entanto, a hashtag #BolsonaroGenocida já tinha disparado nos trending topics.

De acordo com os auxiliares do presidente, ele teria falado que não era possível deixar os trabalhadores sem nenhuma proteção em uma situação crítica. Ainda segundo seus auxiliares, Bolsonaro tem enfrentado inclusive governadores e reclamado de ações adotadas por eles, que podem colocar em risco empregos e meios de sobrevivência dos brasileiros.

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