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Polícia prende terceiro suspeito de participação em chacina e apreende arma

quinta-feira, 23/05/2019, 14:23 - Atualizado em 24/05/2019, 17:43 - Autor:



A Polícia Civil do Pará prendeu, na tarde desta quinta-feira (23), Jayson Serra, de 32 anos, por porte ilegal de armas. O homem estava com uma pistola 380 dentro do próprio estabelecimento comercial, uma panificadora, localizada na rua dos Pariquis, esquina com a travessa 14 de Abril, bairro da Cremação, em Belém.


Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Alberto Teixeira, a arma encontrada é compatível com uma das armas utilizadas na chacina no Guamá, que vitimou 11 pessoas na tarde do último domingo (19). Outras cinco pessoas que também estavam no estabelecimento prestaram depoimentos na Delegacia de Homicídios ontem.


“Foi feita uma busca no local onde recebemos informação de que as pessoas que praticaram a execução teriam se reunido [padaria]. Então, solicitamos à Justiça o mandado de busca e apreensão. E durante revista foi encontrada uma arma”, informou Teixeira. “Vamos mandar periciar para ver se tem algo a ver. Ele será autuado em flagrante porque estava com essa arma irregular e estamos fazendo cotejo para ver se ele tem algum tipo de relação com o crime praticado”, detalha.


Ainda de acordo com o delegado-geral, Jayson possui registro de posse, mas não tem o porte, por isso é irregular. A operação foi realizada por equipes da Divisão de Homicídios (DH) e da Força Nacional. Alberto Teixeira conta que as denúncias recebidas pela Polícia Civil apontam que os autores da chacina teriam se reunido no estabelecimento de Jayson antes de praticarem o crime.


“Estamos averiguando a veracidade dessa informação. As pessoas foram trazidas para a Divisão de Homicídios e dentro do contexto das investigações, vamos entender se ele está ou não envolvido no fato”, explica o titular da Polícia Civil que acrescenta que cerca de cinco funcionários da panificadora também prestaram esclarecimentos na delegacia. “Se ele [Jayson] tiver relação com o crime, será autuado e vai permanecer preso”, acrescenta. Objetos que estavam na panificadora também foram apreendidos para serem periciados.


Jucilene Souza, de 47 anos, mãe de Jayson, esteve na DH onde o filho foi apresentado pela polícia. Ela disse que foi surpreendida com a notícia recebida enquanto trabalhava, mas que sabia que o filho possuía uma arma. “Eu sempre soube que ele tinha uma arma. Era de defesa dele. Meu filho foi militar, mas não sei se ainda estava trabalhando nessa área. Só gostaria de saber o motivo que ele foi preso porque ele não é bandido, é um rapaz honesto, trabalha para manter a família dele e os funcionários”, contou a promotora de vendas.


INTERROGATÓRIO


Durante a tarde desta quinta-feira, Edivaldo dos Santos, outro dos suspeitos no crime detido na última terça-feira (21), foi levado novamente para a DH. Segundo o delegado Alberto, o objetivo foi para prestar alguns esclarecimentos a respeito de situações que, no entendimento dos investigadores, “ficaram obscuras”. “Ele foi chamado para ver se ele tem interesse de cooperar e nos dar esse esclarecimento”, disse. Depois de algumas horas, Edivaldo retornou à penitenciária.


(Michelle Daniel/Diário do Pará)

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