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Trabalho de combate aos grupos criminosos deve ser feito em longo prazo, diz especialista

terça-feira, 21/05/2019, 08:26 - Atualizado em 21/05/2019, 11:40 - Autor:


Uma das raízes do problema das chacinas que vêm sistematicamente ocorrendo na capital nos últimos anos, é que o tráfico de drogas e de armas que tomou conta da Região Metropolitana ficou maior. “O resultado é que a bandidagem está muito bem equipada e não tem receio de ir para o enfrentamento direto com a polícia”, diz o geógrafo Ayala Colares Couto, doutor pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da UFPA.


A situação também passa pela falta de políticas públicas de inclusão social nas regiões vulneráveis e periféricas das cidades em anos anteriores. “Os bolsões de miséria que se formam nesses locais são favoráveis para o recrutamento de jovens e adolescentes para a criminalidade, sobretudo para o tráfico”, detalha. Para Ayala a política de segurança pública deve englobar um conjunto de ações e investimentos estratégicos em diversas áreas capazes de conter essa violência. Ele lembra que facções criminosas de outros Estados e as surgidas aqui já dominam os presídios no Estado.


“Os presídios possuem conexões fortes com a criminalidade nas ruas e, das casas penais, comandam o tráfico e drogas e assassinatos através dos Comandos Vermelho, do Norte e PCC”, coloca o especialista, que também é professor e pesquisador da Uepa e do Observatório de Estudos em Defesa da Juventude Negra (OBEJ). O resultado dessa falta de presença histórica do Estado no setor é a explosão de assassinatos na capital e no campo, além de rebeliões.


Colares avalia que a redução ao tráfico de drogas e às milícias urbanas não ocorrerá em curto prazo. Essa é uma construção demorada. “Primeiro temos que criar uma cultura de cidadania e de paz na nossa cidade, baseada em políticas públicas e projetos sociais, aliada a uma formação melhor do policial militar”, coloca.


(Luiz Flávio/Diário do Pará)

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