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Quarto PM suspeito de integrar milícia continua foragido

terça-feira, 14/05/2019, 07:14 - Atualizado em 14/05/2019, 07:25 - Autor:


Continua foragido um quarto policial militar, suspeito de integrar um grupo criminoso que praticava assassinatos em série na Região Metropolitana de Belém. Ontem (13), três pms e um motorista foram presos.


As prisões ocorreram durante a Operação Ronda Noturna realizada pela Polícia Civil nos municípios de Marituba e Benevides. A ação foi montada com base em inquéritos feitos pela Divisão de Homicídios que apontam o grupo como o suspeito de cometer duas tentativas de assassinato e uma execução consumada.


Dos três policiais capturados, dois já estavam no sistema penal do Estado, por terem sido presos em outra operação policial que também investigava grupos de extermínio na Grande Belém.


LEIA TAMBÉM: Policiais militares são acusados de integrar milícia na Grande Belém


Os alvos do grupo eram pessoas suspeitas de cometer roubos e furtos, pessoas que repassavam informações à Polícia sobre as ações do grupo criminoso e ainda clientes de uma empresa clandestina de vigilância que deixavam de pagar o contrato (inadimplentes).




(Foto: Divulgação/Polícia Civil)


NOTURNA


A operação Ronda Noturna foi batizada mediante a forma que o grupo suspeito costumava agir. De acordo com as investigações, os vigilantes da SL Vigilância, que atuavam em Benevides e três bairros de Marituba, realizavam rondas motorizadas (motocicletas) durante a noite. Eles andavam encapuzados, vestidos de preto e portando armas de fogo, mas sem possuir porte ou permissão de uso do armamento.


Alguns funcionários da empresa já tinham sido presos em 2017, inclusive, por porte ilegal de arma. Os vigilantes, juntamente com um grupo de policiais militares, são suspeitos de cometer homicídios em série nos bairros de Nova Marituba, Decouville e Beija-Flor. Um dos assassinatos foi um registrado em outubro do ano passado, no distrito Benfica, em Benevides.


A SL Vigilância é uma empresa clandestina, na verdade, e pertence ao cabo PM Henrique da Silva Lima que está com o mandado de prisão preventiva decretado. Por meio da empresa, ele oferecida serviços de vigilância em estabelecimentos comerciais e residências.


Caso algum cliente da empresa estivesse com o pagamento atrasado ele sofria risco de ser assassinado. Também poderiam ser executadas as pessoas que sabiam dos crimes e denunciavam os suspeitos para a polícia – uma espécie de queima de arquivo e testemunhas. O suspeito que fosse pego roubando ou furtando na área de atuação dos vigilantes também era morto pelo grupo.


Segundo a Polícia Civil, o Cabo PM Lima (também chamado de cabo Da Silva) tomou conhecimento da chegada dos policiais, que estavam em operação, e fugiu levando com ele as armas usadas por seus vigilantes.


Para o delegado geral da Polícia Civil, Alberto Teixeira, o militar agora é considerado um foragido da Justiça. “Até o momento a operação já prendeu 3 policiais militares, sendo que dois deles já estavam no sistema penal e tomaram conhecimento de mais uma ordem judicial em desfavor deles e também temos uma pessoa presa”, apresentou Teixeira, durante entrevista coletiva, realizada na manhã de ontem.


Na sede da empresa de vigilância a polícia apreendeu aparelhos celulares; inúmeras munições (de pistola ponto 40) deflagradas de calibres diversos; produto das “faxinas” realizadas, pelo grupo, logo após a prática dos homicídios; motocicletas; capas de colete balístico, cassetetes, balaclavas e fardamento.


O policial militar que foi preso, ontem (13), durante a operação foi o 3º sargento PM Arthur Pinheiro dos Santos, que foi encaminhado para o presídio Anastácio das Neves. Os nomes dos dois PMs que já estavam presos não foram divulgados. O motorista preso foi identificado como Udson Alan Silva Ferreira, que responde a 3 processos por violência doméstica.


(Diário do Pará)

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