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Homem mata ex-esposa a tiros após invadir o local de trabalho dela

sábado, 30/03/2019, 21:16 - Atualizado em 30/03/2019, 23:49 - Autor:


Isac Angelo dos Santos foi preso, em flagrante, neste sábado (30), após invadir o prédio da instituição de ensino onde a ex-companheira Emanuelly Vasconcelos Sampaio trabalhava, em um bairro da periferia, de Fortaleza, capital do Ceará. A vítima foi morta a tiros.


O agressor, que portava uma arma de fogo, ordenou aos presentes que ninguém tentasse intervir, senão ele iria matar a todos. Ele atirou contra a ex-companheira a queima-roupa. 


O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas Emanuelly não resistiu aos ferimentos e morreu. 


O assassino foi casado com a vítima durante 17 anos e não aceitava o final do relacionamento. Emanuelly já vinha recebendo ameaças de morte.

Havia um posto da Polícia Militar quase em frente ao local do crime. A polícia deteve o homem com a arma do crime na saída do estabelecimento. Ele foi encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).


Feminicídios no Brasil


De acordo com a organização dos Estados Americanos, o Brasil concentra 40% dos feminicídios de toda a América Latina.


Dados inéditos revelam que 92.323 denúncias foram registradas e encaminhadas pelo Ligue 180, canal do agora Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos — 25,3% a mais do que no ano anterior.


Em 2018, foram 73.669. Para se ter dimensão da barbárie, 391 mulheres foram agredidas por dia em dezembro, mês no qual 12.123 se tornaram vítimas de todo o tipo de violência. Em relação ao mesmo período de 2017, o número mais que dobrou. À época, 6.024 denunciaram abusos.


As 26 páginas do balanço comparativo do Ligue 180 escancaram um cenário que exige atenção. O assassinato de mulheres também cresceu. O crime aumentou 63% passando de 24 assassinatos entre julho e dezembro de 2017, para 39 no mesmo período de 2018. As tentativas de feminicídio saltaram de 2.749 para 4.018 no mesmo recorte de tempo: alta de 46%. Apesar de assustador, o dado é considerado subnotificado, porque nem todos são declarados.


Veja as principais agressões registradas pelo Ligue 180 em 2018


Violência física 30.918


Violência psicológica 23.937


Violência doméstica e familiar 15.803


Tentativa de feminicídio 7.036


Violência sexual 4.491


Violência moral 3.960


Para denunciar


O Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, é o serviço oferecido pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. A ligação é gratuita e confidencial. Esse canal de denúncia funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, no Brasil e em outros 16 países.


Além de registrar denúncias de violações contra mulheres, encaminhá-las aos órgãos competentes e realizar seu monitoramento, o Ligue 180 também dissemina informações sobre direitos da mulher, amparo legal e a rede de atendimento e acolhimento.


(Fonte: O Povo)

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