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Sargento vizinho de Bolsonaro e ex-PM expulso da corporação são presos por matar Marielle

terça-feira, 12/03/2019, 06:05 - Atualizado em 12/03/2019, 12:55 - Autor:


Às 4h desta terça-feira (12), a Delegacia de Homicídios (DH) da do Rio de Janeiro e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) prenderam o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz por envolvimento no asssassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes há quase um ano, em 14 de março de 2018.


Lessa estava em sua casa, no luxuoso condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, mesmo condomínio onde o presidente Jair Bolsonaro também tem casa e onde morou até se transferir para a Granja do Torto, em Brasília. O local virou ponto de encontro para seus fãs durante o período eleitoral e na vitória nas Eleições 2018.


Segundo o Ministério Público do Rio, Lessa seria o responsável por ter executado a vereadora e o motorista e Elcio seria o motorista do carro utilizado na emboscada. Elcio já havia sido expulso da corporação.


Em agosto, ele publicou uma foto em seu perfil no Facebook em que aparece sorrindo ao lado do então candidato Jair Bolsonaro:



Imagem: Reprodução/ Facebook


 


Também em seu facebook, ele compartilhou um vídeo da banda RPM como homenagem ao presidente:



De acordo com as promotoras Simone Sibilio e Leticia Emile, que investigam o caso, a "sentença de morte" de Marielle foi decidida três meses antes, ainda em 2017. Uma das possíveis causas seria o fato de Marielle ter espírito combativo, lutar pelas minorias e os direitos da população.


Segundo as investigações, desde outubro Lessa já acompanhava a rotina de Marielle, inclusive pesquisando na internet os locais em que a vereadora frequentava, como a rua em que foi executada. Quem tava era alvo de pesquisas e, possivelmente também estaria na mira dos assassinos é deputado federal Marcelo Freixo (PSOL).


CRIMINOSOS JÁ ERAM CONHECIDOS


A dupla de possíveis assassinos Lessa e Elcio já haviam sido denunciados pelo assassinato e a tentativa de homicídio de Fernanda Chaves, assessora da vereadora que sobreviveu ao ataque. O nome da operação é Buraco do Lume, referência ao local no Centro de mesmo nome, na Rua São José, onde Marielle prestava contas à população sobre medidas tomadas em seu mandato.


LUXO DO PM CHAMA ATENÇÃO


Nas redes sociais, muitas pessoas acharam "estranho" o militar preso viver no condomínio luxuoso. Alguns comentários mostravam também a estrutura do local, veja:








MARIELLE PRESENTE


Cria da favela da Maré, Marielle Franco era sociólogaformada pela PUC-Rio e fez mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF).


Marielle foi eleita Vereadora da Câmara do Rio de Janeiro pelo PSOL, com 46.502 votos, onde também foi presidente da Comissão da Mulher. Trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm). Coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao lado de Marcelo Freixo (PSOL).


Aos 19 anos, se tornou mãe de uma menina. Isso a ajudou a se constituir como lutadora pelos direitos das mulheres e debater esse tema nas favelas.



No dia 14 de março de 2018, a vereadora foi assassinada em um atentado ao carro onde estava. 13 Tiros atingiram o veículo, matando também o motorista Anderson Pedro Gomes.


(Com informações de O Globo e UOL)

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