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Testemunha diz que Daniel ‘agonizou como um porco’ antes de ser assassinado

terça-feira, 13/11/2018, 10:12 - Atualizado em 13/11/2018, 10:46 - Autor:


Eduardo Ribeiro da Silva, 19 anos, prestou depoimento na delegacia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, na última segunda-feira (12), e fez novas revelações sobre a morte do jogador Daniel, que ocorreu no último dia 27 de outubro. O jovem disse que o empresário Edison Brittes Júnior, 38 anos, estava tão cego de raiva que mal terminou de tirar o atleta do porta malas do carro e já ‘foi passando’ a faca no pescoço dele.



Na versão declarada por ele, Daniel ainda estava com as pernas para dentro do porta-malas, mas com o corpo para fora, segurado por Edison, quando levou o primeiro corte no pescoço.


O depoimento de Eduardo diverge com os Ygor David (conhecido como Ygor King) e David Willian Vileroy da Silva, que afirmaram não ter descido do carro no momento em que Edison matou Daniel.



PASSO A PASSO CONTADO POR EDUARDO


 Eduardo declarou que estava dormindo com a namorada Taís, quando Cristiana entrou e pediu ajuda para ele: “Ajuda o piá, que o Júnior (Edison) está batendo nele, porque ele estava mexendo em mim, e não deixa o Júnior bater nele”. Ao entrar no cômodo, Eduardo disse que não reparou se a porta tinha sido arrombada, mas que ela estava e presenciou Ygor, David e Edison agredindo Daniel.


O empresário segurava o jogador com um mata leão. Daniel não dizia nada, ele já estava muito machucado e sangrando. Em seguida os quatro homens levaram Daniel para a parte de fora da casa, onde o jogador apanhou mais. Edison deixou ele só de camisa, tirou a cueca do jogador e disse: “talarico tem que ser capado, esse gambá”.


O empresário pegou o carro e intimou Eduardo, Ygor e David para ajudar a segurar o jogador durante a capação. Edison entrou na casa novamente, pegou uma faca na cozinha e colocou o jogador no porta-malas.


Ao fechar o porta-malas, a tampa bateu nas pernas de Daniel. Então Ygor jogou os membros para dentro e terminou de fechar. Os quatro envolvidos embarcaram voluntariamente no carro e saíram. Todos sabiam da intenção de Edison em cortar o pênis do jogador, mas Eduardo disse que se soubesse que a intenção era matar Daniel, não teria embarcado no carro.


SOFRIMENTO DE DANIEL



(Foto: Divulgação/São Paulo)



Allana e Daniel (Foto: Reprodução)



Cristina, Edison e Allana (Foto: Reprodução)


No porta-malas Daniel tentava balbuciar algumas palavras incompreensíveis e se levantar, mas Ygor dava cotoveladas nele. Ele estava no banco de trás junto com Eduardo. Ninguém sabia para onde Edison ia leva-los. Era o empresário que dirigia o carro ao mesmo tempo que ele olhava o celular do jogador.



Ao ler algo no aparelho, Edison ficou mais sério e começou a dizer que ia “capar o cara”.


O empresário parou o carro em uma estrada de chão, perto de uma plantação de pinus. Todos desceram, Edison tirou a sua própria camiseta e tentou tirar Daniel do carro, puxando-o pelos cabelos. Como ele escorregou, o jogador foi segurado pela camiseta e caiu por cima do empresário.


Nesse momento, Daniel levou o primeiro golpe no pescoço, as pernas dele ainda estavam dentro do porta-malas. O jogador tentou gritar ao cair no chão, mas Edison continuou usando a faca para cortar o pescoço dele. Eduardo disse ainda ter ouvido barulhos de Daniel, como se fosse um porco sendo morto. Neste momento, David passou mal.


Não se sabe se nesse momento Daniel já estava morto, sem reação ele foi arrastado por Edison pelos braços na estrada até atrás de uma árvore e alguns arbustos, no mato. O empresário se agachou, fazendo movimentos repetidos, como se cortasse algo, e acredita que este é o momento em que Edison cortou o pênis do jogador, apesar de não ter visto diretamente o ato.


Eduardo, David e Ygor ficaram atrás do carro.


Todo ensanguentada, Edison voltou ao carro com a faca na mão e dizendo: “fiz merda, mas não vai dar nada para vocês, isso fui eu que fiz”. Ninguém foi ameaçado por ele, todos estavam ali por livre e espontânea vontade, sabendo previamente que Daniel seria mutilado.






LIMPEZA


Depois do assassinato, Edison parou num posto de combustíveis e pediu que David comprasse água. Em seguida eles pararam em frente a uma loja de roupas, onde David pegou dinheiro com Edison e comprou uma camiseta regata e uma bermuda. O empresário parou em um riacho, limpou do sangue, trocou de roupa e jogou a faca e a roupa ensanguentada no local. Eduardo não sabe o que foi feito do celular de Daniel, que Edison olhava dentro do carro. Também não sabe como o empresário fez para abrir o celular, visto que não viu Edison pedir a senha de desbloqueio ao jogador.


APÓS A MORTE


Ao retornarem para à casa da família Brittes, todos já tinham ido embora, ficou apenas Cristiana, Allana, Evelin (que é amiga de Allana e ficou com Daniel na balada) e Taís, namorada de Eduardo.


Edison chamou a filha e a esposa e contou a elas que tinha matado Daniel. Evelin, Ygor e David escutaram a conversa.



Os envolvidos estavam com pingos de sangue nas roupas. Em seguida todos foram almoçar e ninguém conversou sobre o assunto. Cristiana estar em estado de choque e sequer entrava em seu quarto.


Eduardo e Taís só foram embora no domingo, retornaram para Foz do Iguaçu, onde moram. Assim que soube da prisão de Edison, pelos jornais, Eduardo se apresentou à polícia com seu advogado para esclarecer os fatos.


O caso segue sendo investigado.


(Com informações do portal Tribuna/PR)

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