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Vítima de falso Uber em Belém relata estupro e momentos de terror

terça-feira, 21/11/2017, 12:04 - Atualizado em 21/11/2017, 12:08 - Autor:


Uma das vítimas de Magno Cristóvão, falso motorista de Uber preso na segunda-feira (20), acusado de estuprar diversas clientes, relatou ao DIÁRIO detalhes do terror que passou no último domingo (19), na saída de um show no estádio Mangueirão, dentro do automóvel do acusado. 

“A gente tinha saído do show e esperava o ônibus para ir pra casa, que fica na Pedreira, quando ele chegou e ofereceu o serviço por R$ 12 e aceitamos”, disse a vítima.

Ainda de acordo com a jovem, Magno tomou uma rota suspeita e começou a amedrontá-las ao dizer que estava armado. Ao chegar nas proximidades da ponte do Barreiro, travou as portas e anunciou um assalto. “Pedimos pra ele levar tudo, mas que não fizesse nada com a gente”, declarou.

Apesar do apelo, Magno Cristóvão ignorou e começou a obrigar as vítimas aos atos libidinosos nele. “Ele nos xingava com os piores nomes e obrigava a gente a tocar nele, a masturbá-lo. E nos despia, tocava na gente e nos agredia fisicamente também”, detalhou uma das vítimas.

O final dos momentos de terror vivido pelas vítimas aconteceu longe da ponte do Barreiro, quando o acusado ordenou que descessem do carro parcialmente despidas. “Eu sai do veículo sem a parte de cima. Espero que mais vítimas apareçam para deixar ele preso por muito tempo”, concluiu a garota.

PRESO POR ESTUPROS

Magno Cristóvão Assunção Guerra, de 47 anos, foi preso na noite de ontem, na residência onde mora, no bairro Parque Verde, em Belém, e apresentado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

De acordo com Janice Aguiar, diretora da Deam, Magno atacou pelo menos seis mulheres. A partir da denúncia, a delegada deu início às investigações que a levaram até o acusado. “As vítimas dele do sábado conseguiram anotar a placa do carro e, com essa informação, conseguimos chegar até o acusado”, disse a policial civil.

Ainda de acordo com a delegada, Magno Cristóvão Assunção Guerra não tinha cadastro oficial na Uber, apenas se passava como tal e usava sempre a mesma estratégia para atacar. “Ele abordava sempre jovens atraentes em dupla, oferecia uma corrida fora da negociação da Uber com um preço mais em conta. Então, ele as levava para áreas desertas e fazia o ataque”, completou Janice Aguiar.

Na detenção do suspeito, ele negou a acusação, mas foi reconhecido pelas vítimas. Além disso, pertences delas foram encontrados dentro do veículo dele, um automóvel HB20, da cor prata, que ele usava como se fosse motorista do aplicativo Uber. A delegada Janice Aguiar autuou o suspeito pelo crime de estupro. Ele já está à disposição da Justiça.

(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)

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