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Cão "espremido" entre paredes não sofre agressões

quinta-feira, 08/09/2016, 20:20 - Atualizado em 08/09/2016, 21:34 - Autor:



"Minha vida virou um inferno por causa dessa denúncia. As pessoas criticam e julgam as outras antes mesmo de saber a verdade". A afirmação é do dono de Bradock, de 8 meses de idade, o cão que estaria "vivendo" entre duas paredes no bairro do Guamá, em Belém.


Ao contrário do que foi publicado pelo DOL na última sexta-feira (02), a denúncia do cachorro que estaria sofrendo maus-tratos diariamente não é verídica. O dono do animal, que preferiu não se identificar, entrou em contato e visitou nossa redação, e comprovou que o cachorro está bem e é saudável.


A publicação foi feita após o DOL receber uma denúncia, acompanhada de uma foto, alegando que o animal estava sofrendo, vivendo "espremido" entre duas paredes, sendo agredido e sem acesso à alimentação adequada.


Morador do bairro do Guamá há 25 anos, o dono do animal atribuiu a denúncia a uma desavença entre vizinhos.


"Eles (os vizinhos) vieram morar na rua depois (da minha família), e no começo até nos dávamos bem, mas depois tivemos um desentendimento. Se eles têm problemas comigo, que venham tratar diretamente comigo, mas não envolvam minha família nem o meu cachorro", disse.


No mesmo dia da publicação, o morador foi surpreendido pela visita de um homem que pediu para ver como estava o animal. Apesar da situação, ele autorizou que o desconhecido visse o animal ao mesmo tempo que explicava o que estava acontecendo nas redes sociais.


"Isso foi uma maldade de vizinhos", considerou. "A polícia veio em minha casa no mesmo dia, mas eu não estava. Essa história causou um transtorno imenso na minha família e no meu psicológico. Eu trabalho com o público, não poderia passar por uma coisa dessas. Já recebi ameaças de pessoas que param na porta da minha casa e que eu nem conheço."


RELATÓRIO



(Foto: reprodução)



(Foto: reprodução)


No relatório emitido pela Divisão Especializada em Meio Ambiente (DEMA) da Polícia Civil, assinado pelo médico veterinário Edelvan Soares da Silva, foi constatado que o animal encontra-se com "escore corporal dentro da normalidade para o seu porte, sem ferimentos ou ectoparasitas pelo corpo, mucosas normais e, portanto, sem sinais que indicassem maus-tratos."


De acordo com o dono de Bradock, o animal vive solto dentro de sua residência, onde também moram sua esposa, duas filhas e um idoso. Todos ficaram abalados com a denúncia.


"Pela posição do Bradock, notei que a foto foi feita da casa do meu vizinho. Cheguei a perguntar porque fez isso, mas ele disse que não sabia quem teria feito. Eu só espero que agora tudo isso acabe", afirma o morador.


(DOL)

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