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Dono de boate depõe sobre suposta agressão

terça-feira, 06/01/2015, 17:50 - Atualizado em 06/01/2015, 18:27 - Autor:


Após o caso de uma suposta agressão de um frequentador de uma boate de Belém por seguranças do local tomar as redes sociais, o proprietário do espaço compareceu à Seccional do Comércio na tarde desta terça-feira (6) para prestar depoimento ao caso. Contrariando a versão divulgada por amigos e parentes do cliente, o dono do local afirmou que a suposta vítima foi quem iniciou a agressão.


O caso ocorreu em 1° de janeiro deste ano. Logo após o ocorrido, parentes e amigos divulgaram na internet fotos do empresário Carlos Alberto Domingues com diversos ferimentos no rosto, afirmando que ele havia sido agredido após tentar apartar uma briga entre seguranças e um amigo que havia discutido com a namorada.


Sérgio Andrade, proprietário da casa de shows, afirmou que o responsável pela briga foi o próprio Carlos Alberto. “As imagens do circuito interno de segurança foram disponibilizadas à polícia e mostram de forma clara que o Carlos Alberto não foi agredido, mas sim o agressor”.


“O rapaz empurra a moça e o segurança se posta entre os dois de forma educada, para acabar com a agressão contra ela. Nessa hora chega o grupo que estava com ele e começam a intimidar os seguranças, apontar o dedo na cara e fazer agressões verbais, inclusive injúrias raciais”, continuou. “A situação foi evoluindo à empurrões, até que começaram a desferir socos contra os seguranças”.


Carlos Alberto sofreu diversos ferimentos no rosto e foi internado em um hospital particular de Belém. Parentes e amigos afirmavam que ele havia sido levado ao banheiro feminio por um grupo de seguranças, sido estrangulado e recebido golpes de objetos como garrafas. Esta versão, entretanto, também é contrariada por Sérgio.


“Eram seis clientes contra dois seguranças, que depois receberam apoio de um terceiro pra se defender. Se houve excessos, foi a desproporção no número de pessoas envolvidas na ocorrência”.


O dono da casa de shows ainda afirmou que não entendeu o caso como uma violência dos seguranças, que são de uma empresa terceirizada, mas que provavelmente eles deverão ficar afastados da boate para evitar que eles sejam alvo de represálias, e que já registrou um boletim de ocorrência sobre o caso.


“Procuramos a polícia e depois iremos entrar com uma ação de reparação civil pelos danos patrimoniais, para rever o lucro que a festa não teve, já que muitos clientes foram embora sem pagar durante a confusão e a festa foi interrompida antes do fim, além de reparação pelo abalo moral ocorrido”, concluiu o proprietário.


(Gustavo Dutra/DOL)

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