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Caso Dezinho: começa julgamento de fazendeiro

terça-feira, 29/04/2014, 11:37 - Atualizado em 29/04/2014, 11:37 - Autor:


A absolvição, em outubro do ano passado, de um acusado de ser o intermediário do assassinato do sindicalista José Dutra da Costa, o Dezinho, apesar de servir como alerta, não intimida a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, a Justiça Global e a viúva de Dezinho, Maria Joel da Costa em relação ao julgamento do fazendeiro e madeireiro Décio José Barroso Nunes, o Delsão, acusado de ser o principal mandante do crime, ocorrido há 14 anos. O julgamento do fazendeiro inicia hoje em Belém.


“Existem provas concretas e testemunhais da participação dele nos crimes”, garante o presidente da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, Marco Apolo. São nove volumes de processo com ‘fartas provas documentais’, segundo Apolo. “Estamos recorrendo para garantir a punição de todos os envolvidos, mas é um passo de cada vez”.


Um dos trunfos da acusação será o depoimento de uma testemunha protegida pelo Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas, o Provita. A proteção se fez necessária porque uma pessoa que viu o assassinato de Dezinho, foi assassinada não muito tempo depois.



“Sabemos que é difícil levar a julgamento casos como de mandantes de crimes agrários, mas temos confiança que ele será condenado”, afirmou Maria Joel da Costa. A viúva de Dezinho assumiu a luta do marido morto e passou a ser também ameaçada. Vive sob proteção policial e já escapou de dois atentados.



O caso Dezinho foi analisado pela Organização dos Estados Americanos (OEA). O Brasil reconheceu a própria responsabilidade no assassinato. O julgamento será acompanhado por organizações nacionais de direitos humanos e pela Coordenação do Programa Nacional de Proteção dos Defensores de Direitos Humanos da Presidência da República.



O fazendeiro e madeireiro Décio José Barroso Nunes, Delsão, acusado de ser o principal mandante do assassinato do sindicalista José Dutra da Costa, o Dezinho, vai a júri popular nesta terça-feira, dia 29/04, em Belém, no Pará.


Dezinho foi morto por pistoleiros em 2000. Na época, ele presidia o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do Pará. Em dezembro de 2010, o governo brasileiro assinou um acordo com a Organização dos Estados Americanos (OEA) assumindo sua responsabilidade pela morte e se comprometendo a implantar diversas políticas públicas Relacionadas a luta pela reforma agrária.


(Diário do Pará)

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