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Notícias / Polícia

GRUPOS DE EXTERMÍNIO NO PARÁ

Miliciano ‘cabo Leno’ é condenado a 6 anos de prisão

quinta-feira, 29/08/2019, 16:30 - Atualizado em 29/08/2019, 16:44 - Autor: DOL


| Reprodução

Foi condenado, nesta quinta-feira (29), a seis anos de prisão, em regime fechado, o cabo Heleno Arnaud Carmo de Lima, mais conhecido como 'Cabo Leno’, apontado como um dos principais integrantes de grupos de extermínio no Pará. A pena foi pelo crime de concussão (exigir vantagem indevida em razão da função pública), já que o policial exigia até R$ 15 mil para não matar pessoas que estavam na ‘lista negra’ dos milicianos. 

De acordo com informações do promotor Armando Brasil, o julgamento teve início na manhã de hoje e terminou durante a tarde. Cabo Leno já estava detido desde o mês de janeiro deste ano, durante a operação Cantera, após realizar ameaças à promotoria e mesmo a órgãos de imprensa. 

Segundo levantamento realizado pela Promotoria Militar, o miliciano entrava em contato com pessoas que estavam na ‘lista negra’ do grupo de extermínio e exigia o pagamento de valores que chegavam a R$ 15 mil para que a vítima não fosse morta. 

Já o soldado Reutman Coelho Spindola, também julgado nesta quinta-feira (29), foi absolvido por falta de provas, já que as testemunhas do caso não foram encontradas para comparecer ao julgamento, e por pedido do Ministério Público Militar. 

Milícias paraenses

Em 2017, o Ministério Público do Estado do Pará denunciou seis policiais militares pela onda de homicídios que ocorreu na Região Metropolitana de Belém nos dias 20 e 21 de janeiro daquele ano.

Após cinco meses, teve concedida pela Justiça a liberdade provisória com algumas medidas cautelares como tornozeleira eletrônica, recolhimento em residência durante à noite e proibição de sair do Estado.

Os acusados eram cabo Heleno Arnaud Carmo de Lima; cabo Romero Guedes Lima; cabo Wesley Favacho Chagas; sub tenente Marco Antonio dos Santos Cardoso; soldado Reutman Coelho Spindola e soldado Michel Megaron Nascimento do Nascimento.

No dia 29 de janeiro de 2019, a Justiça Militar decretou a prisão preventiva do Cabo por considerar evidências de que ele está voltando às práticas de crimes em “grupos de extermínio”, além de ameaças indiretas a agentes públicos.

Cabo Leno é investigado por crime de organização de grupo para a prática de violência, intitulado “Milícia da Pedreira”, de envolvimento com traficantes, de prática de homicídio, de fornecer armamentos e munições para terceiros para a prática de delitos como homicídio e extorsão. Ele é suspeito de colaborar com arrombamentos de residências, entre outros crimes. 

(DOL)

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