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Cerca de 2500 caminhões bloqueiam BR-163 no Pará

Quarta-Feira, 06/03/2019, 11:49:41 - Atualizado em 06/03/2019, 12:17:44 Ver comentário(s)

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Cerca de 2500 caminhões bloqueiam BR-163 no Pará (Foto: Reprodução/Notícias Agrícolas)
A liberação da via está prevista para a próxima sexta-feira (6). (Foto: Reprodução/Notícias Agrícolas)

A BR-163, no Pará, permanece bloqueada, nesta terça-feira (6), com cerca de 2.500 caminhões que não podem se locomover pela rodovia. O drama de quem tenta trafegar pela via iniciou na semana passada, quando equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes) e da Polícia Rodoviária Federal fecharam a passagem de veículos carregados com mercadorias. Ainda não há previsão para que os caminhões sejam liberados. 

O bloqueio iniciou após avaliações técnicas no trecho compreendido entre Moraes Almeida e Novo Progresso constatarem a necessidade de ações emergenciais para reestabelecimento da via em cinco segmentos, que estão situados em região de aclives compreendidos entre as serras da Castanheira e da Santinha. 

Com a degradação, o trecho está intrafegável e necessita de bloqueio no local até a próxima sexta-feira (8), a fim de permitir a execução de medidas emergenciais para reestabelecimento da via. Até o momento, apenas os veículos vazios estão circulando pela área, como afirma o vice-prefeito de Novo Progresso, Gelsn Dill. 

“Os caminhões vazios foram liberados para passar, mas muitos acabaram parando no meio do caminho, e os carregados permanecem parados. O dia amanheceu com uma leve garoa e o tempo totalmente fechado, então, pela minha avaliação de 20 anos morando na região, vamos precisar de Sol e a situação não deve ser normalizada pelo menos até quinta-feira”.

O trecho já conta com cerca de 2.500 caminhões que estão totalmente parados no bloqueio. Foto: Reprodução/Notícias Agrícolas

PREOCUPAÇÃO

O que mais tem causado preocupação para os motoristas dos veículos são as cargas de alimentos perecíveis. Com o bloqueio, algumas cidades do Pará podem ser afetadas com a falta de abastecimento de alimentos, como Novo Progresso, por exemplo. 

"Se eles restringirem o acesso de caminhões de alimentos para a cidade ainda nas barreiras de Guarantã do Norte e de Santa Helena, Novo Progresso também ficará com problemas de alimentos. A nossa situação já é difícil e pode ficar muito pior”, comenta Dill.

Outro problema enfrentado na região é a impossibilidade de transporte de animais de gado, atividade que exerce papel primordial na economia de Novo Progresso. “Não estão deixando os caminhões boiadeiros subirem para Novo Progresso. Um dos grandes mercados nosso é o mercado de garrotes para São Paulo e o acesso desses caminhões está restrito, gerando cancelamento e quebra de alguns contratos”, explica o vice-prefeito.

(Com informações do Notícias Agrícolas)



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