Notícias / Pará

CASO JONES WILLIAM

Viúva se defende de acusações de vereador de Tucuruí

Quinta-Feira, 21/02/2019, 09:40:09 - Atualizado em 21/02/2019, 10:47:35 Ver comentário(s)

EDIÇÃO ELETRÔNICA

Viúva se defende de acusações de vereador de Tucuruí (Foto: Reprodução)
Na foto, o ex-prefeito de Tucuruí assassinado em julho de 2017, Jones William, e a viúva, Graciele Galvão (Foto: Reprodução)

Graciele Galvão, viúva do ex-prefeito de Tucuruí, Jones William, assassinado em julho de 2017, rebateu as acusações do vereador Lucas Brito, durante entrevista ao DOL realizada na manhã desta quinta-feira (21).

Irmão do atual prefeito de Tucuruí [sudeste paraense] (que já foi afastado do cargo três vezes), o vereador fez sérias acusações contra Galvão, alegando envolvimento dela na morte do companheiro. A denúncia de Lucas foi feita durante uma sessão na Câmara dos Vereadores.

"As acusações são absurdas. Recebi várias mensagens de amigos meus, inclusive do próprio delegado do caso se solidarizando com a situação, garantindo que toda essa história logo vai acabar", disse.

Após a morte de Jones, a vida de Graciele mudou do dia para a noite. Ela afirma que tem sofrido ataques da família Brito e passou a ser vista por eles como uma "adversária política". "Eles querem me colocar como envolvida na morte do meu próprio marido, do Jones. Eles acham que eu faria isso? Depois de tudo o que eu passei, 15 anos tentando construir a vida política dele na cidade?", desabafa.

A rotina mudou drásticamente, tanto para ela quanto para os filhos, que levaram um tempo até se readaptarem a uma vida mais regrada por conta do medo. "Tive que sair de Tucuruí com meus três filhos por questão de segurança. Mas por causa do trabalho eu apareço na cidade de 15 em 15 dias. Quando estou por lá [Tucuruí], meus filhos não saem de casa para nada e onde estou atualmente só saímos quando necessário", diz a viúva de Jones, que precisou reforçar a residência com câmeras de segurança, cercas elétricas e escoltas.

"Eu costumava andar sempre em alerta, olhando para os lados, observando quem estava ao meu redor. Confesso que atualmente eu relaxei um pouco", concluiu.

Ainda não é possível atestar um fim para essa história. O Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) disse ao DOL que o processo está em andamento, mas em segredo de Justiça.

(DOL)



Conteúdo Relacionado:





Comentários

Destaques no DOL