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Agricultura familiar gera lucro e muda vida de trabalhadores

sábado, 09/02/2019, 07:32 - Atualizado em 09/02/2019, 07:36 - Autor:


A primeira edição da Feira da Agricultura Familiar de 2019 da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi realizada na manhã de ontem, nas dependências do complexo Cultural do “Vadião”, no setor básico do campus Guamá, em Belém. Com estandes montados naquele espaço, diversos agricultores familiares, oriundos de municípios da Região Metropolitana de Belém e do interior, comercializavam sua produção, desde hortifrútis como alface, cheiro verde, cebolinha, frutas, farinha de mandioca, feijão, dentre outros produtos.


Além de oportunizar aos produtores de comercializar seus produtos e alcançarem novos mercados, outro diferencial da iniciativa é o cliente saber a origem do alimento que está levando para casa. Um alimento mais orgânico e de melhor qualidade, visto que se trata de uma venda direta. As opções iam de frutas, verduras, hortaliças, legumes, açafrão, macaxeira, farinhas d’água e de tapioca, polpas de frutas, mel, queijo e até geleias, doces e temperos.


A feira que ocorre no início de cada mês tem como objetivo aproximar o pequeno produtor familiar do consumidor, além de promover a comercialização de produtos agroecológicos e de oportunizar a troca de experiências entre os produtores e a comunidade acadêmica. A agricultora familiar Ana Rosa de Araújo, 36, cultiva em seu terreno, situado na Comunidade de areia branca, na cidade de Santa Izabel do Pará, alface, cebolinha, rúcula, cheiro verde, chicória, agrião, macaxeira, tomate, pepino, maracujá, entre outros.


O trabalho que começou há três anos é o sustento de família, composta por ela, o marido e quatro filhos. Somente o casal é responsável pelo plantio dos produtos, em um terreno de 100x80 metros. Antes de entrar no ramo, Ana e o esposo trabalhavam de carteira assinada. Depois de saírem dos empregos, decidiram trabalhar por conta própria. “Comecei a plantar na terra e ele montou uma hidroponia (técnica utilizada para cultivar plantas numa solução de água), com o plantio de hortaliças na água Ele mesmo faz as entregas em supermercados. O nosso produto sai mais em conta do que os produtos vendidos nas feiras livres porque não temos muita despesa. Da hidroponia, o lucro líquido gira em torno de R$ 6 mil por mês”.


Qualidade é reconhecida pelos fregueses


Do município de Irituia, nordeste paraense, o agricultor Marcelo Fonseca, 38, dá continuidade ao trabalho já desenvolvido há anos pela sua família, que vem passando de geração para geração. A família produz farinha d’água, farinha de tapioca, goma, tucupi e outros derivados da mandioca.


Além de comercializar os produtos na feira do município, Marcelo também os vende para a merenda escolar de escolas públicas da região. “A gente foi se modernizando. Fazemos com mais qualidade e melhor, hoje também tem mais mercado. Comercializamos os produtos na cooperativa de agricultores no próprio município, inclusive que vai para merenda escolar. A gente mesmo produzindo tem como dar desconto, melhorar a qualidade. Comprando de terceiros, você não sabe de onde vem. A gente tem garantia do que fazemos e o cliente também”, pondera ele, acrescentando que, em média, o quilo da farinha, tanto d’água, quanto o litro de tapioca, custa R$ 6.


Servidora da UFPA, a bióloga Teresa Oliveira, 60, costuma comprar os produtos sempre que a feira é realizada na instituição. “Compro porque as verduras são mais frescas e sem agrotóxico. Eu trabalho aqui e sempre compro. A vantagem é que sabemos a fonte dos produtos, então não é nem pela questão do preço”, pontua.


(Pryscila Soares/Diário do Pará)

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