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Casal que vendia bombons realiza sonho de casamento

sexta-feira, 08/02/2019, 08:49 - Atualizado em 08/02/2019, 09:03 - Autor:


Enfim, a esperada união. O casamento de Nívea Silva e Lúcio Mauro foi selado na noite de ontem (7), em uma igreja evangélica no centro de Ananindeua. Eles ficaram conhecidos após a divulgação feita pelo DIÁRIO do casal, que decidiu vender, durante 15 dias, bombons de chocolate dentro dos coletivos com um propósito: casar. Afinal de contas, o matrimônio estava marcado, mas algumas coisas precisavam ser pagas. E graças à repercussão, o casal conseguiu arrecadar o valor necessário para realizar o casório que, para eles, era um sonho.


Momentos antes da chegada da noiva, Lúcio suava frio. Os olhos estavam cheios de lágrimas e a emoção tomava conta. Ele lembrava das dificuldades que passou com a futura esposa, principalmente quando precisou deixar a vergonha de lado e encarar o desafio de conseguir o dinheiro. 


Pelo menos três amigas do casal preparavam os bombons durante o dia e, quando Lúcio e Nívea chegavam do trabalho, já no início da noite, iam juntos pelos ônibus da Grande Belém oferecer. “Não foi fácil o que a gente passou, mas conseguimos e estamos realizando um sonho. Valeu a pena”, disse, emocionado. “Agora, quero construir uma família ao lado dela, ser pai e continuar colocando Deus na frente. A fé é a chave de tudo”, disse emocionado.


Lúcio tem 31 anos e trabalha como auxiliar de produção. Já Nívea, tem 27 e é analista de crédito em uma loja. Segundo ela, o período da jornada como vendedores de bombons serviu para, sobretudo, unir ainda mais os dois. “Muitas pessoas não acreditavam na nossa história, mas a maioria ajudou comprando ou dando palavras de felicidade e de ânimo. E só tenho a agradecer ao DIÁRIO também, pela divulgação.”, disse.


A igreja estava lotada de familiares e amigos. A maior parte dos preparativos, desde a decoração até o buffet, foi doação. Daiane Lira, de 29 anos, amiga deles, deu o bolo. “Para mim é um privilégio fazer parte da história deles. Eles estavam preparados um para o outro, por isso, deu certo”, comentou. “Apostamos no sonho deles porque sabemos que não é uma aventura, ambos trabalham e tem planos. Só desejo felicidade a eles”, comentou. Com a cerimônia, a venda dos bombons não vai continuar. O importante era garantir a felicidade de uma vida inteira.


(Michelle Daniel/Diário do Pará)

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