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ANOS DE DESCASO

Legado de Márcio Miranda: teto de sala na Alepa vira 'cachoeira' após chuva; veja vídeo

Quarta-Feira, 06/02/2019, 18:49:50 - Atualizado em 06/02/2019, 19:29:41 Ver comentário(s)

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Legado de Márcio Miranda: teto de sala na Alepa vira 'cachoeira' após chuva; veja vídeo (Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

O legado de abandono e péssimas condições estruturais na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) deixado pelas gestões do deputado estadual Márcio Miranda (DEM), ex-presidente da Casa, gerou um novo (e triste) episódio nesta quarta-feira (6): após a chuva que caiu sobre Belém, falhas no teto do gabinete Chicão (MDB) transformaram as luminárias em ‘chuveiros’ que alagaram o local.

Um vídeo gravado no momento do incidente mostra a situação de desespero vivida por funcionários que tentavam evitar o alagamento: lixeiras vazias, por exemplo, foram colocadas sob os locais de onde jorravam os jatos de água.

Em um dos trechos do vídeo é possível ouvir a pessoa que está gravando ironizar a situação de precariedade. “Vou te jogar uma boia, espera aí”, diz o responsável pelas filmagens.

Veja a gravação feita nesta quarta-feira (6). 

Descaso já foi denunciado inúmeras vezes

A situação de descaso com a Casa do Legislativo paraense não é recente. No dia 6 fevereiro de 2018, data em que o jornal DIÁRIO DO PARÁ publicou matéria sobre as péssimas condições da Assembleia Legislativa (Alepa), parte do teto do gabinete do deputado Miro Sanova (PDT) desabou.

O caso absurdo ocorreu durante o pronunciamento do Governador Simão Jatene na Casa, no dia que marcava a retomada das atividades no local. O ex-governador chegou a receber diversas vaias durante o pronunciamento, muitas delas ocasionadas pela inoperância do deputado Márcio Miranda (DEM) na condução da Alepa.


Parte do teto de gabinete na Alepa desabou em fevereiro de 2018. Foto: Via WhatsApp

Diversos denúncias feitas durante a gestão de Márcio Miranda chamavam a atenção para o abandono do prédio da Alepa: escadas quebradas, tetos sem forro, caixas d’águas internas à mostra, paredes estouradas e com mofo, instalações hidráulicas e de ar-condicionado precárias, corredores sem iluminação e fiação elétrica exposta são algumas das situações relatadas.

“Os banheiros estão sem condições de uso, elevadores estão quebrados e as instalações elétricas estão à mostra”, revelou uma funcionária efetiva da Casa, que preferiu manter o anonimato para se preservar. O DIÁRIO DO PARÁ esteve na Alepa, no início de 2018, e comprovou as péssimas condições do local.

Dinheiro para reformas e para construção de nova sede “sumiu”

Diante da situação de abandono do prédio da Alepa, um grave questionamento ficou sem resposta durante a última gestão de Márcio Miranda: para onde foi destinado o montante de mais de R$ 20 milhões que deveria ter sido usado para a construção da nova sede do Legislativo, na avenida Júlio César, e para as reformas no prédio ainda ocupado pelos deputados, na Cidade Velha.

Com relação à construção da nova sede, nada menos que quase R$ 11 milhões já foram distribuídos para três empresas, mas nem um tijolo sequer foi colocado no terreno. O local, que fica ao lado do Comando Geral do Corpo de Bombeiros, no bairro de Val-de-Cans, está coberto por mato.

Dinheiro para nova sede da Alepa sumiu com Márcio Miranda (Foto: Ney Marcondes/Diário do Pará)

Presidente do Legislativo e candidato ao Governo do Estado não explica onde foram parar os R$ 20 milhões para o novo prédio anunciado. Foto: Ney Marcondes/Diário do Pará

Já o prédio antigo segue caindo aos pedaços, com reparos que nem de longe justificam os R$ 9 milhões que Miranda afirma ter gasto em reformas.

Quando Miranda assumiu, Manoel Pioneiro (PSDB) havia deixado à mesa diretora mais de R$ 10 milhões em caixa destinados unicamente para a construção da nova sede. Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem) obtidos pelo DIÁRIO mostraram 29 contratos, incluindo aditivos, de obras chanceladas pelo presidente Márcio Miranda desde sua eleição na Alepa, somando mais de R$ 15 milhões.

(DOL com informações do Diário do Pará)



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